Bancários são convocados para assembleia de organização da greve nesta segunda, 29

Após aprovarem a adesão à greve nacional da categoria a partir do próximo dia 30, bancários e bancárias são convocados para participarem de nova assembleia geral, nesta segunda-feira, 29. O momento será de organização do movimento paredista. A assembleia será às 18 horas, no Centro Sindical dos Bancários/ES, em Vitória. Durante a assembleia, serão definidas […]

Após aprovarem a adesão à greve nacional da categoria a partir do próximo dia 30, bancários e bancárias são convocados para participarem de nova assembleia geral, nesta segunda-feira, 29. O momento será de organização do movimento paredista. A assembleia será às 18 horas, no Centro Sindical dos Bancários/ES, em Vitória.

Durante a assembleia, serão definidas as estratégias para a paralisação, como, por exemplo, se os caixas eletrônicos serão ou não fechados durante a greve. O coordenador geral do Sindibancários/ES, Carlos Pereira de Araújo, destaca que a mobilização dos bancários é fundamental para a realização de uma forte greve e, assim, conquistar novos direitos.

“A proposta da Fenaban não atende a pauta de reivindicações da categoria, que luta por melhores condições de trabalho, de atendimento à população e reajuste digno. Temos que avançar e fortalecer o movimento grevista para que possamos garantir que nossas reivindicações sejam acatadas”, diz Carlão, que representa o Espírito Santo e a Intersindical no Comando Nacional da categoria.

Greve

A votação para deflagrar a greve no dia 30 foi quase unânime, com 254 votos favoráveis à paralisação e apenas um contrário. A greve será por tempo indeterminado. Foram sete rodadas de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que recusou os principais pontos da pauta dos trabalhadores.

O índice reivindicado pela categoria é de 12,5%. Mas a Fenaban propôs um índice rebaixado de apenas 7% para salário, PLR e auxílios refeição, alimentação e creche, e 7,5% para o piso. Os valores foram considerados insuficientes, estando muito aquém das expectativas da categoria.

  • Principais reivindicações da Campanha Nacional
  • Reajuste salarial de 12,5%.
  • PLR: três salários mais R$ 6.247.
  • Piso: R$ 2.979,25 (salário mínimo do Dieese em valores de junho).
  • Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
  • Melhores condições de trabalho, com o fim das metas e do assédio moral que adoecem os bancários.
  • Emprego: fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PL 4330 na Câmara Federal, do PLS 087 no Senado e do julgamento de Recurso Extraordinário com Repercussão Geral no STF.
  • Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
  • Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.
  • Prevenção contra assaltos e sequestros: cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos; instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências; e fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.
  • Igualdade de oportunidades para todos, colocando fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência.
  • Estatização do Sistema Financeiro
  • Redução das taxas de juros e tarifas
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