Bancários vão discutir cenário político e organizar ações contra ajuste fiscal em evento na quarta (23)

Plenária organizada pelo Sindibancários/ES vai contar com exposição sobre a PEC55/2016 e o ajuste fiscal com Lívia Moraes, pesquisadora e docente da UFES

O avanço do autoritarismo das instituições brasileiras e do ajuste fiscal exigem dos brasileiros uma posição organizada em defesa da democracia e dos direitos historicamente conquistados. Para ouvir e articular os bancários para o grande dia nacional de protesto agendado para sexta (25), o Sindibancários/ES organiza plenária pública na segunda-feira (23), às 18h30, no auditório da entidade sindical, no Centro de Vitória.

Além da discussão organizativa a plenária contará ainda com exposição sobre PEC 55/2016 (PEC 241) e o ajuste fiscal imposto pelos poderes aos brasileiros para conter a crise político-econômica em curso no Brasil. A exposição será feita pela professora universitária e pesquisadora Lívia Moraes, da Universidade Federal do Espírito Santo.

Os bancários esperam tirar uma posição sobre a participação dos bancários no próximo ato, quando nacionalmente dezenas de categorias vão paralisar atividades em protesto contra o ajuste fiscal. Em Vitória, no último dia 11, milhares de pessoas foram às ruas dizer não às medidas de austeridade em protesto contra a PEC 55 e o ajuste fiscal.

“Estamos vivendo um momento em que todos os brasileiros, trabalhadores e estudantes, crianças e idosos, estão sob ataque. Os bancários serão extremamente prejudicados pelo ajuste com a possibilidade de aprovação da terceirização e a ameaça de privatização dos bancos públicos. Precisamos estar juntos e organizados para barrar nas ruas, de forma organizada e coletiva, para impedir a retirada de direitos”, convida Thiago Duda, diretor do Sindicato, para a plenária.

Ataques por todos os lados

O mesmo Congresso Nacional que articula anistia aos crimes de caixa dois e aprova indiscriminadamente privilégios à categorias centrais para o silenciamento da indignação contra a retirada de direitos, como o judiciário, outras categorias, estudantes e as parcelas mais desprotegidas da população são atacadas por medidas que visam descaracterizar os princípios cidadãos da Constituição de 1988.

A PEC 55, que muda o texto constitucional e desobriga o estado a garantir investimentos mínimos para educação e saúde, interrompe a política de valorização do salário mínimo e a aposentadoria por vinte anos está no centro das lutas populares neste momento.

A MP 746, de reforma do ensino médio, que desestrutura o currículo e a LDB sem discussão popular, retirando disciplinas centrais para a leitura da sociedade, além da diminuição de vagas e de verbas nos Institutos Federais e Universidades mobiliza também estudantes secundaristas e universitários ao redor do Brasil.

A reforma da previdência, que estipula idade mínima para aposentadoria, a PL4330, que institui a terceirização em atividades-fim, a criminalização do direito de greve e diversos outros projetos mobilizam as lutas populares que tomam corpo ao redor do Brasil em resistência aos ataques do governo golpista.

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