Bancários votam proposta da Fenaban em assembleia geral. Participe!

Nesta segunda-feira, 06, o Sindicato dos Bancários/ES promove assembleia geral para discutir e deliberar sobre a nova proposta da Fenaban, que eleva de 7,35% para 8,5% (aumento real de 2,02%) o índice de reajuste nos salários e demais verbas salariais, de 8% para 9% (2,49% acima da inflação) nos pisos e 12,2% no vale-refeição. A […]

Nesta segunda-feira, 06, o Sindicato dos Bancários/ES promove assembleia geral para discutir e deliberar sobre a nova proposta da Fenaban, que eleva de 7,35% para 8,5% (aumento real de 2,02%) o índice de reajuste nos salários e demais verbas salariais, de 8% para 9% (2,49% acima da inflação) nos pisos e 12,2% no vale-refeição. A assembleia será às 18h30, no Centro Sindical da categoria.

A proposta foi apresentada na sexta-feira, 03, quando os bancos convidaram o Comando Nacional dos Bancários para mais uma rodada de negociação após quatro dias de greve da categoria, que paralisou, ao todo, 10.355 agências e centros administrativos nos 26 estados e no Distrito Federal – sendo 248 só no Espírito Santo.

O Comando Nacional dos Bancários, por decisão da maioria, orientou a aprovação da proposta. O coordenador geral do Sindicato/ES, Carlos Pereira de Araújo (Carlão), que representa a Intersindical no Comando Nacional da categoria, votou pela rejeição.

“Tivemos alguns avanços na pauta econômica, mas demais eixos ficaram de foram, como o combate às metas e ao assédio moral, igualdade de oportunidades e a garantia do emprego, fim da rotatividade e mais contratações. Fizemos um movimento nacional que não é só por salário, mas por dignidade e melhores condições de trabalho, e essas questões não foram atendidas, por isso votamos contra a proposta”, argumenta Carlão.

Em relação às propostas específicas dos bancos públicos federais, Carlão diz que também ficaram aquém do esperado. “Nas negociações específicas não tivemos avanços em pontos fundamentais, como isonomia, fim da lateralidade e contratação de mais empregados. Além disso, o governo deu tratamento diferenciado para BB e Caixa”.

Além da Intersindical, apoiaram a rejeição da proposta as correntes CTB e CSD, mas a votação foi de 18 votos favoráveis à proposta e 7 contrários. “A assembleia agora é soberana, vamos avaliar as cláusulas coletivamente”, conclui Carlão.

As propostas específicas do BB e da Caixa também serão discutidas e votadas na assembleia.

– Conheça a proposta da Caixa

– Conheça a proposta do BB

 

Detalhes da proposta da Fenaban

Reajuste de 8,5% no salário e demais verbas salariais, e 9% nos pisos;

Reajuste de 12,2% no vale-refeição;

Combate às metas abusivas

Os bancos incluirão na Convenção Coletiva o compromisso de que “o monitoramento de resultados ocorra com equilíbrio, respeito e de forma positiva para prevenir conflitos nas relações de trabalho”. Trata-se de mais um passo no combate às metas abusivas, que tem provocado adoecimento e afastamento de bancários.

Além disso, a cobrança de metas passará a ser proibida não somente por SMS, mas também por qualquer outro tipo de aparelho ou plataforma digital.

Dias parados

A Fenaban propõe a compensação dos dias parados durante a greve, na forma de uma hora por dia no período de 15 de outubro a 31 de outubro, para quem trabalha seis horas, e uma hora por dia no período entre 15 de outubro e 7 de novembro, para quem trabalha oito horas.

Certificação CPA 10 e CPA 20 – Quando exigido pelos bancos, os trabalhadores terão reembolso do custo da prova em caso de aprovação.

Adiantamento de 13º salário para os afastados – Quando o bancário estiver recebendo complementação salarial, terá também direito ao adiantamento do 13º salário, a exemplo dos demais empregados.

Reabilitação profissional – Cada banco fará a discussão sobre o programa de retorno ao trabalho com o movimento sindical. 

Gestantes – As bancárias demitidas que comprovarem estar grávidas no período do aviso prévio serão readmitidas automaticamente. 

Casais homoafetivos – Os bancos irão divulgar a cláusula de extensão dos direitos aos casais homoafetivos, informando que a opção deve ser feita diretamente com a área de RH de cada banco, e não mais com o gestor imediato, para evitar constrangimentos e discriminações. 

Novas tecnologias – Realização de seminários periódicos para discutir sobre tendências de novas tecnologias.

Campanha sobre assédio sexual – Os bancos assumiram o compromisso de realizar uma campanha junto com os bancários para combater o assédio sexual no trabalho.

HSBC

O HSBC apresentou a proposta de pagamento de R$ 3 mil, sob forma de participação nos resultados (PPR), através de uma antecipação de R$ 2 mil em outubro e R$ 1 mil em fevereiro de 2015. A proposta é resultado da pressão da greve e das negociações com o banco inglês, uma vez que a instituição teve prejuízo no balanço do primeiro semestre. Conforme o modelo de distribuição de lucros, o pagamento aos trabalhadores ficaria prejudicado.

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