Banco do Brasil desrespeita a cláusula 39 do Acordo Coletivo de Trabalho

O Banco do Brasil enviou um comunicado aos trabalhadores e trabalhadoras no qual demonstra seu total desrespeito à cláusula 39 do Acordo Coletivo de Trabalho. No comunicado o BB afirma que os funcionários e funcionárias com saldo de folgas eleitorais devem usá-las em descanso até o dia 31 de dezembro deste ano, e as demais […]

O Banco do Brasil enviou um comunicado aos trabalhadores e trabalhadoras no qual demonstra seu total desrespeito à cláusula 39 do Acordo Coletivo de Trabalho. No comunicado o BB afirma que os funcionários e funcionárias com saldo de folgas eleitorais devem usá-las em descanso até o dia 31 de dezembro deste ano, e as demais folgas podem ser convertidas em espécie na proporção de 1:1.

Contudo, na cláusula 39 consta que as folgas, inclusive as eleitorais, podem ser convertidas em espécie até o dia 21 de dezembro. Até essa data, para cada dia de folga utilizado a partir de primeiro de setembro os bancários e bancárias têm o direito de vender a mesma proporção. “Por exemplo, se o trabalhador tiver direito a 10 dias de folga, inclusive eleitorais, pode tirar os 10 dias de folga ou vender a metade”, explica o diretor do Sindicato dos Bancários/ES, Thiago Duda.

Depois do dia 21 de dezembro o banco poderá converter as folgas automaticamente em espécie, mas os bancários e bancárias devem ser comunicados disso para que possam ter a possibilidade de aceitar ou não. “O banco não pode impor prazo para utilização ou conversão em espécie do saldo de folgas. O ACT garante aos trabalhadores e trabalhadoras, inclusive, a opção de não fazê-lo, isto é, se o bancário ou bancária quiser pode negociá-las em momento posterior a 31 de dezembro. Ressaltamos que é preciso haver sensibilidade para negociar entre as necessidades do banco e as possibilidades dos trabalhadores e trabalhadoras. Solicito aos bancários e bancárias do BB que leiam a cláusula 39 do Acordo Coletivo, disponível no site do sindicato, para que seus direitos não sejam desrespeitados”, defende Thiago.

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