Banco do Brasil é líder de queixas no Banco Central

Em ranking relativo ao mês de setembro, divulgado ontem pelo Banco Central, o Banco do Brasil apareceu em primeiro lugar entre as instituições financeiras com maior número de reclamações por falha na prestação de serviços. A empresa desbancou o Santander, que ocupou a primeira posição nos sete meses anteriores. De acordo com o Banco Central, […]

Em ranking relativo ao mês de setembro, divulgado ontem pelo Banco Central, o Banco do Brasil apareceu em primeiro lugar entre as instituições financeiras com maior número de reclamações por falha na prestação de serviços. A empresa desbancou o Santander, que ocupou a primeira posição nos sete meses anteriores.

De acordo com o Banco Central, foram contabilizadas 585 reclamações contra o BB em setembro, das quais 95 por cobrança irregular de tarifas por serviços não contratados, 94 por débitos não autorizados em conta e 73 por restrição à portabilidade no caso de crédito consignado. De acordo com levantamento, foram registradas 2.283 reclamações procedentes no mês passado, alta de 4% sobre as 2.195 observadas em agosto. 

Para montar esse ranking, o BC utiliza o número de reclamações procedentes – aquelas que infringem normativos do Conselho Monetário Nacional (CMN) ou do próprio BC – dividido pelo número de clientes protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), multiplicado por 100.000. Com isso, chega-se a um índice.

O Banco do Brasil teve 585 reclamações procedentes e contava com 35,337 milhões de clientes sob o FGC. Com isso, seu índice fechou setembro em 1,65. Em segundo lugar aparece o Santander, com índice 1,64 – o banco espanhol contava com 23,166 milhões de clientes e recebeu 382 queixas. Em terceiro lugar aparece o HSBC, com índice 1,29. O banco teve 76 reclamações divididas entre 5,88 milhões de clientes.

Para a diretora do Sindicato dos Bancários/ES e bancária do BB, Goretti Barone, esse resultado reforça questões que o Sindicato já vem alertando há muito tempo. “Os problemas apresentados são causados, em sua maioria, pela pressão por cumprimento de metas a que os bancários são submetidos”.

Goretti lembrou ainda que além das queixas identificadas pelo BC há também muitas reclamações referente a demora de atendimento. A diretora explica que, nos últimos anos, cresceu o número de clientes e não foi feita uma adequação no número de funcionários. “Aqui no Espírito Santo, estamos, desde março, sem repor as ausências dos que se aposentaram, foram transferidos, ou decorrentes às agências novas que abriram. O número que vagas que deveriam ser repostas já está em torno de 40”.

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