Banco do Brasil fecha postos de trabalho apesar de alta no lucro

Somente no primeiro semestre deste ano, o Banco do Brasil (BB) lucrou R$ 5,506 bilhões, de acordo com o balanço divulgado na última quinta-feira (14). No segundo trimestre de 2014, o BB obteve lucro líquido ajustado de R$ 3,002 bilhões, o que representa alta de 14% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar […]

Somente no primeiro semestre deste ano, o Banco do Brasil (BB) lucrou R$ 5,506 bilhões, de acordo com o balanço divulgado na última quinta-feira (14). No segundo trimestre de 2014, o BB obteve lucro líquido ajustado de R$ 3,002 bilhões, o que representa alta de 14% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar do crescimento elevado, o banco fechou 2.173 postos de trabalho.

Em junho de 2013, o BB contava com 113.720 empregados e, em junho deste ano, eram apenas 111.547. O banco abriu 89 novas agências no primeiro semestre do ano, e hoje tem 5.490 unidades, segundo análise do balanço feita pela Subseção do Dieese na Contraf. Isso significa mais serviços para cada vez menos funcionários, o que aumenta a sobrecarga e a pressão no trabalho.

“O BB continua lucrativo, com aumento da aplicação no crédito, do número de agências e de operações com pessoas jurídicas e físicas. Mas todo esse crescimento e lucratividade são frutos de uma gestão baseada na exploração dos funcionários. A cada dia, aumenta o número de empregados adoecidos, devido às precárias condições de trabalho, assédio moral, pressão para o cumprimento de metas e sobrecarga de trabalho”, destaca a diretora do Sindibancários/ES, Goretti Barone.

Para reverter essa realidade dos bancários do BB, Goretti enfatiza que é preciso mobilização da categoria, principalmente nesta Campanha Salarial. “O BB abriu novas agências, mas reduziu o número de empregados, sendo que a dotação é de 120 mil bancários. Para que o Banco amplie as contratações, basta que a direção solicite autorização ao Departamento das Estatais (Dest). Por isso, é preciso muita união e luta da categoria nesta Campanha Salarial para garantir melhores condições de trabalho”, enfatiza.

Lucro

O desempenho ficou acima do projetado por analistas. Pela média dos resultados coletados pelo jornal Valor Econômico, a expectativa era de um resultado ajustado de R$ 2,480 bilhões no segundo trimestre. 

Já o lucro contábil teve queda de 62,1% e somou R$ 2,829 bilhões no segundo trimestre deste ano. A queda se dá porque, no segundo trimestre de 2013, o banco contabilizou R$ 9,820 bilhões no resultado em função da alienação das ações da BB Seguridade, o que garantiu um lucro líquido de R$ 7,472 bilhões à ocasião.

Crescimento elevado 

A carteira de crédito ampliada alcançou R$ 718,754 bilhões no segundo trimestre, mostrando alta de 12,5% na comparação anual e de 2,8% em relação ao primeiro trimestre deste ano.

O índice de inadimplência, compreendendo atrasos há mais de 90 dias, foi de 1,99%, ante 1,87% no mesmo período do ano passado e 1,97% no primeiro trimestre. As despesas com provisão para devedores duvidosos (PDD) mostraram expansão de 8,3%, a R$ 4,57 bilhões. A margem líquida de juros do banco alcançou 6% no segundo trimestre, acima dos 5,3% vistos no primeiro trimestre e dos 2,8% registrados no mesmo período de 2013.

Confira análise do Dieese

Com informações da Contraf, Valor Econômico e G1

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