Banco do Brasil tem aumento no lucro, mas diminui número de agências e de postos de trabalho

O Banco do Brasil divulgou os valores referentes ao lucro do terceiro trimestre de 2015. A instituição financeira registrou um lucro líquido de R$ 3,06 bilhões, uma alta de 10,1% se comparado ao mesmo período do ano passado. Somados aos seis primeiros meses do ano esse valor se eleva para R$ 8,9 bilhões, ou seja, […]

O Banco do Brasil divulgou os valores referentes ao lucro do terceiro trimestre de 2015. A instituição financeira registrou um lucro líquido de R$ 3,06 bilhões, uma alta de 10,1% se comparado ao mesmo período do ano passado. Somados aos seis primeiros meses do ano esse valor se eleva para R$ 8,9 bilhões, ou seja, 7,5% maior do que nove primeiros meses de 2014.

Apesar de obter resultados superiores aos alcançados no ano anterior, nos últimos 12 meses o Banco do Brasil fechou 69 agências, principalmente por causa do processo de fusão de agências de grande porte situadas muito próximas umas das outras. Nesse período também houve a redução de 2552 postos de trabalho.

Segundo a diretora do Sindicato dos Bancários/ES, Goretti Barone, o Banco do Brasil prioriza o lucro em detrimento das condições de trabalho, de valorização dos funcionários e de seu papel enquanto banco público e agente de desenvolvimento. “Isso está evidente no alto índice de fechamento de agências, de extinção de postos de trabalho e no fato do Banco não ter avançado nas negociações específicas durante a Campanha Salarial. Não houve avanço na questão do PCS, na revisão da dotação das unidades, no fim da lateralidade e sustentabilidade da Cassi”, afirma Goretti.

Outros resultados

A carteira de crédito ampliada totalizou R$ 804,6 bilhões, com alta de 9,8% em 12 meses. A carteira pessoa física somou R$ 189,6 bilhões (+8,1%), a de pessoa jurídica R$ 362,2 bilhões (+5,9%) e a de agronegócio R$ 171,8 bilhões (+8,5%). A inadimplência manteve-se praticamente estável em 2,2% em setembro de 2015.

Entre os resultados mais expressivos do banco destacam-se as receitas de R$ 50,3 bilhões com Títulos e Valores Mobiliários (TVM), que cresceram 62,1% em 12 meses. Esse resultado foi influenciado pelos sucessivos aumentos na taxa SELIC e, também, pela elevação dos índices de preços. A carteira de clientes somou 62,4 milhões de correntistas, observando-se um incremento de 544 mil clientes no período.

Com informações da Contraf

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