Bancos apresentam proposta nesta sexta-feira

A Fenaban marcou para hoje, 25, em São Paulo, a apresentação da sua proposta às reivindicações da categoria na Campanha Nacional Unificada 2015. O Comando Nacional dos Bancários já alertou que não aceitará retrocessos e a categoria deve se manter unida e mobilizada para uma possível greve. Nas últimas rodadas, os bancos mantiveram uma postura […]

A Fenaban marcou para hoje, 25, em São Paulo, a apresentação da sua proposta às reivindicações da categoria na Campanha Nacional Unificada 2015. O Comando Nacional dos Bancários já alertou que não aceitará retrocessos e a categoria deve se manter unida e mobilizada para uma possível greve. Nas últimas rodadas, os bancos mantiveram uma postura intransigente e negaram as reivindicações da categoria.

Somente no primeiro semestre deste ano, os cinco maiores bancos que operam no País (Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa) lucraram R$36,3 bilhões. Um crescimento de 27,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Mas os negociadores dos bancos tentaram usar a retração econômica do País para justificar a falta de propostas na última mesa de negociação. 

A ladainha dos bancos nas rodadas

Primeira rodada

Na primeira rodada de negociação, realizada no dia 19 de agosto, os representantes dos bancos não assumiram compromisso com a manutenção dos empregos da categoria. Os bancários reivindicaram também o fim da rotatividade, o combate à terceirização, inclusive via correspondentes bancários, e a criação de um grupo de trabalho para discutir a automação, entre outros pontos da pauta.

Segunda rodada

A segunda rodada de negociação aconteceu nos dias 02 e 03 de setembro e discutiu sobre saúde, condições de trabalho e segurança. Foram dois dias de debates intensos e os bancos trataram as reivindicações sem o empenho que merecem. A mesa sobre saúde teve continuidade no dia 15 de setembro, quando os bancos admitiram, pela primeira vez, o crescimento do adoecimento entre os trabalhadores, baseado nos números fornecidos por eles no Grupo de Trabalho (GT) bipartite de causas do adoecimento bancário.

Terceira rodada

“Não” continuou sendo a palavra usada pelos banqueiros na hora de negociar as reivindicações sobre igualdade de oportunidades, as quais visam corrigir discriminações históricas de gênero, raça e orientação sexual nos locais de trabalho. E a terceira rodada, realizada no dia 9 de setembro, também terminou sem avanços.

Quarta rodada

Mesmo com os lucros nas alturas, os bancos não apresentaram propostas sobre as reivindicações de remuneração entregues pelo Comando Nacional dos Bancários, incluindo o reajuste salarial de 16%, na última rodada, em 16 de setembro. 

Principais reivindicações da categoria:

  • Reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real)
  • PLR: 3 salários mais R$7.246,82
  • Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
  • Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
  • Melhores condições de trabalho com o fim do assédio moral que adoecem os bancários.
  • Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
  • Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
  • Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
  • Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
  • Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Com informações da Contraf.

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