Bancos cortaram 11.525 empregos nos 11 primeiros meses de 2016

Do total de postos de trabalho cortados 1.152 foram no mês de novembro

De acordo com análise feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) sobre dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, 11.525 postos de trabalho foram cortados de janeiro a novembro de 2016 pelas instituições financeiras. Desse total, 1.516 representam cortes feitos apenas no mês de novembro.

A política de demissões dos bancos se mostra injustificável diante dos altos lucros das instituições financeiras. Somente no primeiro semestre de 2016 os cinco maiores bancos que atuam no Brasil lucraram, juntos, R$ 29,7 milhões. A falta de funcionários e a pressão nos ambientes de trabalho se refletem no número de afastamentos por doença. Os dados mais recentes do INSS, relativos a 2014, mostram que mais de 18 mil bancários haviam sido afastados em todo o país naquele ano. Do total de auxílios-doença concedidos, 52,7% tiveram como causas principais transtornos mentais e doenças do sistema nervoso.

“O trabalho hoje no sistema financeiro é muito angustiante. Os trabalhadores estão submetidos a uma constante ameaça psicológica promovida pela instituição, por exemplo, por meio da cobrança de metas, que acaba culminando no assédio moral, levando muito bancários e bancárias a doenças psicológicas, como depressão e síndrome do pânico”, destaca Jonas Freire, diretor geral do Sindibancários/ES.

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