Bancos privados têm recorde de lucro, mas ampliam corte de empregos

O lucro dos bancos privados não para de crescer. Na mesma proporção, ou mais, cresce o número de empregados demitidos. Nos últimos dias, Bradesco, Santander e Itaú divulgaram os balanços do primeiro semestre deste ano. Juntos, lucraram R$ 19,702 bilhões, mas demitiram 3.686 bancários e bancárias no mesmo período. Itaú O resultado do Itaú superou […]

O lucro dos bancos privados não para de crescer. Na mesma proporção, ou mais, cresce o número de empregados demitidos. Nos últimos dias, Bradesco, Santander e Itaú divulgaram os balanços do primeiro semestre deste ano. Juntos, lucraram R$ 19,702 bilhões, mas demitiram 3.686 bancários e bancárias no mesmo período.

Itaú

O resultado do Itaú superou a expectativa do mercado e obteve lucro líquido de R$ 9,502 bilhões somente no primeiro semestre de 2014, o que significa crescimento de 33,2% em relação a igual período de 2013. O resultado aumentou 9,8% apenas no segundo trimestre alcançando R$ 4,97 bilhões. Trata-se do maior lucro da história do banco considerando esse período, superior ao recorde dos primeiros seis meses de 2011, que fora de R$ 7,133 bilhões.

Apesar desse resultado estrondoso, o Itaú continuou demitindo e extinguindo postos de trabalho. No primeiro semestre, foram cortados 1.363 empregos, mesmo com o banco passando a considerar o número de empregados vindos da Credicard. Apenas no segundo trimestre foram eliminados 601 empregos.

Já nos últimos 12 meses, a redução foi de 639 funcionários. Assim, em junho de 2014, o quadro caiu 0,7%, ficando em 87.420 empregados ante 88.059 em junho de 2013. O banco segue andando na contramão da economia brasileira, que nos primeiros seis meses do ano gerou 588,6 mil novos empregos com carteira assinada.

“Mesmo com lucro recorde na história, o Itaú mantém uma política de gestão baseada em más condições de trabalho, cobrança de metas e na violação dos direitos dos bancários e bancárias, como obrigar os funcionários a venderem dez dias de férias. Além disso, para conter gastos e aumentar o lucro, o Itaú insiste em abrir agências sem porta de segurança. Isso deixa claro que o banco não está preocupado em respeitar a vida de clientes e funcionários”, ressalta o diretor do Sindibancários/ES e bancário do Itaú, Idelmar Casagrande.

Bradesco

O Bradesco lucrou R$ 7,3 bilhões, o que significa um crescimento de 22,9% em relação ao mesmo período do ano passado e 9,7% no segundo trimestre. Entretanto, o banco cortou 1.462 vagas no primeiro semestre.

O fechamento de vagas foi ainda maior se forem comparados os últimos 12 meses: 2.924 empregos a menos. Assim, o número de empregados da holding em junho de 2014 caiu para 99.027 ante 101.951 em junho de 2013 (queda de 2,9%).

Santander

Já o Santander Brasil obteve lucro de R$ 2,9 bilhões, o que representa uma redução de 2,2% em comparação ao mesmo período do ano passado e evolução de 0,6% no segundo trimestre. O banco espanhol eliminou 861 postos de trabalho no primeiro semestre.

O corte também foi ainda maior nos últimos 12 meses, quando o banco fechou 2.942 postos de trabalho. Com isso, o número de empregados da holding em junho de 2014 baixou para 48.760 diante de 51.702 em junho de 2013 (redução de 5,7%), Em doze meses, houve extinção de 2.942 vagas.

Com informações da Contraf e Dieese

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