Bandes faz proposta insuficiente. Bancários devem fortalecer greve

A proposta do Bandes não toca nos pontos centrais da minuta específica, como revisão do Plano de Carreira, e garante apenas o cumprimento da Fenaban, cujo banco, após formalização da Convenção Coletiva de Trabalho, já deve cumprir.

Nesta quinta-feira, 15, a direção do Bandes apresentou à comissão de negociação dos empregados uma proposta de negociação insuficiente e condicionada ao fim imediato da greve. O Sindicato dos Bancários/ES orientou a rejeição da proposta e a retomada das negociações.

A proposta do Bandes não toca nos pontos centrais da minuta específica, como revisão do Plano de Carreira, e garante apenas o cumprimento da Fenaban, cujo banco, após formalização da Convenção Coletiva de Trabalho, já deve cumprir.

Para o diretor do Sindicato Ivaldo Albano, sair da greve sem garantia das reivindicações prioritárias é assinar um cheque em branco.

“As negociações nacionais estão emperradas devido à intransigência dos banqueiros, que insistem em apresentar uma proposta de reajuste salarial abaixo da inflação mais abono, que é um grande retrocesso e impõe perdas salariais. Sair da greve sem avanços nas negociações pode trazer prejuízos, e estaremos enfraquecendo ainda mais o movimento nacional, sem possibilidade de ampliar as conquistas da CCT”, explica.

O coordenador geral do Sindicato, Jonas Freire, lembra que a greve da categoria é nacional, e é momento de fortalecer a paralisação para pressionar os banqueiros e os governos a negociarem, nacionalmente e no Espírito Santo.

“A direção do Bandes amedronta os funcionários alegando o prejuízo da instituição financeira, mas não são os empregado os responsáveis por esse prejuízo, por isso, não podemos pagar por ele. É na luta que vamos garantir nossos direitos”.

Ivaldo destaca que cada bancário e bancária é parte da construção do movimento da categoria, e o momento é crucial para o avanço nas negociações.

“A participação dos bancários do Bandes tem sido muito importante na greve, não podemos enfraquecer nossa mobilização. É hora vestir a camisa. Nossa vitória depende disso. Temos que ampliar nossa luta, mostrar que estamos dispostos a brigar por nossos direitos. A conjunta nacional é desfavorável e os bancários estão juntos lutando por uma pauta específica e uma pauta nacional unificada. Não podemos sair de um processo negocial sem avanços reais”, pontua.

Proposta apresentada pelo Bandes

  • Cumprimento da FENABAN;
  • Licença Paternidade de 20 dias corridos;
  • Cesta Alimentação e Auxílio Refeição por até 24 meses ininterruptos de afastamento, para os empregados em gozo de auxílio doença ou de acidente pela Previdência Social;
  • 13ª Cesta Alimentação com valor equivalente pago aos empregados ativos, cujo afastamento seja de até 24 meses ininterruptos, para os empregados em gozo de auxílio doença ou de acidente pela Previdência Social;
  • Acréscimo de 15 minutos de flexibilidade no período anterior ao de registro de entrada e de saída do horário núcleo do Banco: o registro de entrada poderá ocorrer entre o período de 11h45 às 12h30 e o de saída entre 17h45 às 18h30, cumprindo a jornada de 6h.
  • Inserção no ACT 2016/2017 da redação referente a concessão do Vale Cultura já realizada pelo BANDES, conforme regras previstas na legislação.
  • Retomada do estudo referente a Política de Acessibilidade aos Cargos de Confiança;
  • Abono de 4 dias não consecutivos e exclusivamente para o ano de 2017, não cumulativos para o ano seguinte, sem necessidade de comprovação, mediante autorização prévia do Gestor.

Principais reivindicações

  • Revisão do Plano de Carreira;
  • Reajuste dos tíquetes alimentação e refeição;
  • Ampliação do percentual de contribuição do banco ao PGBL (Plano de Previdência Privada) de 10% para 12% e possibilidade de saque integral do benefício para compra de imóvel, nas regras do FGTS;
  • Piso salarial do Dieese acrescido de 25% de gratificação, totalizando R$4.645,96.
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