Banestes assinou nesta sexta-feira, 31, acordo específico dos bancários e bancárias

Bancários e bancárias garantiram no acordo a manutenção de direitos conquistados ao longo dos últimos anos, como o abono assiduidade e a incorporação de gratificação semestral


O Banestes assinou na tarde desta sexta-feira, 31, o Acordo Coletivo específico dos empregados do banco. Após muita organização e resistência da categoria, o Sindibancários/ES conseguiu reverter a tentativa de retirada de direitos e garantir, na mesa de negociação, a manutenção das cláusulas do atual acordo. Dentre os direitos mantidos estão o abono assiduidade e o pagamento de vale-refeição e vale-alimentação para bancários afastados por até dois anos. Nas cláusulas econômicas, o banco segue a Convenção Nacional acordada com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). O acordo tem validade de dois anos.

Nas cinco rodadas de negociação, o Banestes manteve uma postura intransigente e tentou insistentemente retirar direitos dos empregados. Uma das mudanças que o banco queria impor era condicionar o pagamento da REV à avaliação, metas e monitoramento individuais. Além disso, o banco também tentou retirar a incorporação da gratificação semestral de 25% ,  o processo de seleção interna, reduzir o número de delegados sindicais e retirar as cláusulas sobre o combate ao assédio sexual e moral dentro do banco.

“Diante de uma conjuntura adversa, em que há uma forte ameaça de implementação da reforma trabalhista, tivemos uma importante vitória que foi a manutenção do direitos já conquistados no nosso acordo. Mas a postura do Banestes em não avançar em nada na negociação é no mínimo incoerente, já que o banco vem mantendo lucro crescente”, enfatiza o coordenador geral do Sindibancários/ES, Jonas Freire.  Somente no primeiro semestre deste ano, o lucro líquido do banco chegou a R$ 86 milhões, crescimento de 13,2% na comparação com o primeiro semestre de 2017.

“O crescimento do banco e a alta rentabilidade da instituição são resultados da dedicação dos bancários e bancárias do Banestes. Garantir nossos direitos foi uma vitória importante, mas o banco tinha todas as condições possíveis para avançar e oferecer melhores condições de trabalho e valorização salarial. Vamos continuar na luta em defesa dos nossos direitos e da manutenção do Banestes público e estadual . Além disso, precisamos nos manter mobilizados para defender que as contratações do banco permaneçam via concurso público, principalmente diante da ameaça da nova legislação trabalhista e da terceirização irrestrita, que colocam em risco nossos direitos e a qualidade de atendimento do banco”, destaca Freire.

Presidente do banco não participa de assinatura do acordo 

O presidente do Banestes, Michel Sarkis não participou da reunião da assinatura do acordo. Desde de que assumiu a direção do banco, Sarkis nunca recebeu o Sindicato e manteve as portas do banco fechadas para dialogar sobre assuntos de interesse dos empregados, como a Banescaixa. “O presidente Sarkis sequer apareceu para assinar o acordo, reafirmando uma postura desrespeitosa, autoritária e arrogante que ele e o governador Paulo Hartung têm com os empregados do banco. Não nos surpreende, já que é esse o mesmo tratamento que o governador dá aos servidores públicos de todas as áreas, como da Saúde, Educação e da Polícia Militar”, pontua Freire. O acordo foi assinado pelo diretor de Administração do Banestes, Bruno Vivas, e pelo gerente de Recursos Humanos, Flávio Diesel.

Confira o Acordo Coletivo do Banestes na íntegra.

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