Banestes: bancários não devem aceitar pressão para compensar dia de greve

Compensação é opcional, conforme estabelece Acordo Coletivo de Trabalho

O Sindicato dos Bancários/ES recebeu denúncia de que os banestianos estão sendo pressionados pelos gestores a compensar o dia de greve geral, realizada em 28 de abril, cumprindo horas extras após jornada de trabalho. A entidade alerta que, conforme Acordo Coletivo, banco de horas é opcional e só pode acontecer se houver acordo com o empregado.

Os empregados não podem ser pressionados ou obrigados a repor as horas não trabalhadas. A greve é um direito constitucional, foi aprovada pela categoria em assembleia e o Sindicato cumpriu todos os procedimentos legais para a adesão ao movimento paredista.

“O bancário não é obrigado a extrapolar sua jornada para fazer compensação. Isso precisar ficar claro para empregados e gestores”, explica Jessé Alvarenga, diretor do Sindibancários/ES.

O Sindicato notificará o Banestes exigindo o cumprimento do Acordo Coletivo para que os bancários não sejam assediados. Bancários que não quiserem compensar as horas e que se sentirem intimidados devem comunicar ao gestor que não farão banco de horas e contatar imediatamente o Sindicato.

Imprima
Imprimir