Banestes: empregados da Coordenadoria de Informática reivindicam reajuste de diária

Funcionários cobram cumprimento do normativo que determina reajuste anual das diárias de viagem. Valor está defasado há 4 anos e empregados acabam usando recursos próprios para cobrir gastos com viagens de trabalho

Os técnicos de informática do Banestes começaram há mais de uma semana a cobrança do reajuste das diárias para viagens. Eles decidiram não pernoitar nas cidades onde vão fazer atendimentos até que o valor da diária seja reajustado, contemplando todos os gastos com hospedagem e alimentação.

Atualmente, cada funcionário recebe R$ 150 reais para pagamento das despesas de viagem. O valor, no entanto, tem sido insuficiente para custos de hotel, almoço, café da tarde e refeição noturna, e os empregados que estão tendo que complementar os pagamentos com recursos próprios.

“Com R$ 150 reais de diária não conseguimos pagar pela hospedagem e fazer todas as refeições de forma adequada. Acabamos tendo que ficar em locais precários ou complementar o pagamento tirando do próprio bolso”, explica um dos funcionários envolvidos.

Banestes descumpre o próprio regulamento

O Manual de Recursos Humanos do Banestes (Mireh) prevê que as diárias de viagem sejam reajustadas anualmente, o que não está sendo cumprido pelo banco. O último reajuste foi feito em 2014 – uma defasagem de 4 anos, sem reposição sequer da inflação. Atualmente, o valor que os empregados gastam com alimentação e hospedagem hoje gira em torno de R$ 200.

“Ir e voltar no mesmo dia nos expõe a mais risco e é cansativo, pois temos que fazer uma quilometragem muito maior, às vezes sem dar conta de todos os atendimentos demandados na região. Por outro lado, não podemos pagar para trabalhar, como vem acontecendo. Se estamos a trabalho, o banco precisa garantir as condições mínimas para que os empregados durmam no interior”, ressalta o técnico de informática.

E não é só o valor da diária que está defasada. A taxa de quilometragem recebida por alguns funcionários, como os gerentes, permanece há dois no valor de R$ 1,07, sem ser atualizada.

“Apesar desse protesto estar sendo feito pelos técnicos de informática, queremos ressaltar que todos os empregados do Banestes que utilizam diárias de viagem ou recebem taxa de quilometragem são penalizados por essa defasagem. Estamos exigindo apenas que o Banestes cumpra o que está no seu próprio regimento, fazendo os reajustes anuais como determina o Mireh”, destaca Murillo Esteves, diretor do Sindicato e bancário do Banestes.

Sem resposta

O Sindicato já cobrou do Banestes solução para os problemas enfrentados pelos os empregados do Banestes. Algumas pautas foram atendidas, como renovação da frota de carros e revisão do modelo de pagamento de pedágio nas rodovias federais. A reinvindicação de revisão do valor das diárias, no entanto, está sem resposta há quase um ano. Em reunião com o Sindicato em julho do ano passado, o gerente de Recursos Humanos do banco informou que estavam sendo feitos cálculos para apresentação de proposta à diretoria, mas nenhuma mudança foi efetivada.

Tratamento desigual

Os técnicos também denunciam situações de empregados que não tiveram o pagamento das despesas de viagem limitado pelo valor da diária. “Puderam ser reembolsados apresentando apenas as notas fiscais de hotel e alimentação. Se pode para uns, porque não para todos? É inaceitável que haja qualquer tipo de discriminação ou favorecimento de alguns empregados em detrimento de outros”, questiona Murillo.

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