Banestes não apresenta proposta e reunião sobre Banescaixa termina frustrada

A superintendente da Banescaixa informou apenas que está preparando um estudo de redução das despesas baseado na renegociação de contratos com os conveniados e na revisão do valor da coparticipação dos empregados, mas não fez proposta sobre a mudança na forma de contribuição

Bancários da ativa e aposentados fizeram ato no Palas Center, em setembro, para cobrar negociação sobre a Banescaixa. Eles soltaram balões brancos para simbolizar a luta pela saúde (Foto: Sérgio Cardoso)

Frustação. Esse foi o sentimento da comissão dos empregados após reunião com o Banestes para discutir a Banescaixa. Depois de um longo período de silêncio, o banco se reuniu com os empregados, mas não apresentou proposta concreta para melhoria do plano.

Segundo a superintendente da Banescaixa, Maria Augusta, o banco está preparando um estudo de redução das despesas baseado na renegociação de contratos com os conveniados e na revisão do valor da coparticipação dos empregados, que sofrerá aumento de 542% até dezembro. O estudo deve ser concluído e apresentado até o fim do ano à direção do Banestes, e depois à comissão de negociação dos empregados.

Para a comissão, composta pelo coordenador geral do Sindibancários, Jonas Freire, pela presidente da Banespar Maria José Marcondes e pelo represente dos empregados no Conselho da Banescaixa, Julio César Gomes, a medida não é suficiente e não atende à expectativa da categoria.

“Para nós a questão da arrecadação é central, temos que discutir a forma de custeio para aumentar a receita do plano, caso contrário ele não se sustentará. O estudo de redução de despesas é viável, precisa ser feito, mas é essencial debater a mudança na forma de contribuição”, explicou Jonas Freire.

Jonas também criticou a postura do banco. “A ausência de proposta nos deixou preocupados. A saúde dos empregados é coisa séria e está sendo tratada com leviandade pela direção do banco. O atual presidente suspendeu de forma unilateral o repasse do pagamento das despesas administrativas e não conseguimos fazer uma negociação real sobre o plano. Foram mais de 30 dias cobrando uma reunião com o banco, para que nada fosse apresentado”, salienta Jonas.

Sobre os próximos passos, o coordenador do Sindicato é enfático: “temos que pensar novas estratégias de luta para manter o nosso plano vivo. A Banescaixa é uma conquista, e num contexto de retirada de direitos e de sucateamento dos  serviços públicos, em especial da saúde, não podemos abrir mão do nosso plano”, conclui.

Reivindicações

Os bancários querem a melhoria do plano de saúde, com um modelo de contribuição que seja solidário e sustentável. Por isso, defendem a volta da contribuição por percentual, em substituição à cobrança por faixa etária implantada em 2009.

Também está na pauta de reivindicações a manutenção do aporte do banco para cobertura das despesas administrativas do plano, suspenso desde junho, além da redução da parcela fixa da coparticipação dos empregados, que aumentou de R$ 85 para R$ 283 em outubro, e sofrerá novo reajuste em dezembro, passando para R$ 461, um aumento de 542%.

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