Banestes não pode ser privatizado

Nota do Sindibancários/ES sobre a especulação de grupos interessados na venda do banco estadual

A possibilidade de privatização do Banestes retornou à pauta da imprensa local na última semana. Em matéria publicada pelo jornal A Gazeta em 15 de julho, a venda do banco, citada no texto como a “joia da coroa” do governo do Estado, poderia render aos cofres públicos R$ 1,5 bilhão, dentro de um projeto mais amplo de privatizações que incluiria também a Cesan e o serviço de distribuição de gás.

A publicação não veio ao acaso. Ela confirma denúncia que vem sendo feita pelo Sindicato dos Bancários/ES sobre os riscos de privatização do banco na gestão de Hartung, que já iniciou o seu plano privatista com a abertura de capital da Cesan.

O cenário conjuntural aponta outras ameaças. Passou a vigorar em março a Lei ordinária Nº 13.262, que autoriza Banco do Brasil e Caixa Econômica a comprarem participações em outros bancos ou empresas, nos mesmos termos do art. 2º da Lei nº 11.908 (2009), quando houve a tentativa de venda do Banestes ao BB. Além disso, nacionalmente o presidente interino Michel Temer aponta como solução para a crise econômica a redução do Estado com a disponibilização do patrimônio público, apontando diretamente para o Pré-sal, a Caixa Econômica Federal e os Correios.

Nesta esteira, o discurso da privatização se fortalece, contribuindo para o projeto de fortalecimento da inciativa privada, em detrimento do patrimônio público.

Em relação a esse cenário, é necessário rearticular o Comitê Estadual em Defesa do Banestes e cobrar de Paulo Hartung o compromisso assumido por ele durante as eleições, de manutenção do Banestes como banco público, do Espírito Santo e dos capixabas, garantindo o crescimento do Banestes e suas subsidiárias como empresas públicas.

Imprima
Imprimir

Comentários