Banestes se nega a dialogar com o Sindibancários/ES

Em fevereiro deste ano, o presidente Michel Sarkis suspendeu reunião com o Sindibancários/ES. Desde então, o Banestes não responde as solicitações do Sindibancários/ES para dialogar sobre a Banescaixa e outras questões sobre os direitos dos banestianos

Mesmo diante das inúmeras solicitações do Sindibancários/ES, o presidente do Banestes, Michel Sarkis, mantém uma política de gestão intransigente e se nega a dialogar com a entidade sobre diversas questões que atingem a categoria. Dentre as principais reivindicações do Sindicato está uma proposta de alternativa para a sustentabilidade da Banescaixa, já que a mudança na forma de contribuição do plano e os sucessivos aumentos na coparticipação tem tornado o plano inviável para os banestianos.

Desde quando assumiu a presidência do banco, Sarkis nunca dialogou com o Sindibancários/ES. Em junho de 2017, o Banestes suspendeu o aporte à Banescaixa e anunciou o reajuste do valo da coparticipação. Somente após a paralisação do Centro de Processamento de Dados (CPD), no dia 18 de dezembro – após inúmeras tentativas frustradas do Sindicato dialogar com o banco – que o Banestes realizou o aporte das parcelas em atraso referentes à Banescaixa.

Apesar de voltar a fazer o aporte, o presidente do Banestes mantém as portas fechadas para o o Sindicato. Sarkis chegou a agendar uma reunião para o dia 06 de fevereiro deste ano. No entanto, o encontro foi cancelado com a promessa de ser remarcado, e ao final, foi definitivamente suspenso pela direção do banco.

Desde então, o Sindibancários/ES tenta uma nova agenda com o presidente, já que está garantido no Acordo Coletivo da categoria uma mesa de negociação permanente sobre a Banescaixa. A prioridade é tentar garantir o Acordo, mas a possibilidade de entrar na Justiça para reverter as mudanças no plano não está descartada, como destaca o coordenador geral do Sindibancários/ES, Jonas Freire.

“Insistimos na cobrança de uma reunião com o presidente do banco, que tem sido intransigente com a categoria desde que assumiu o cargo. Sarkis tem mantido uma política antissindical, se nega a dialogar sobre a Banescaixa e desrespeitou o Acordo no pagamento da REV. Essa postura de Sarkis à frente do Banestes nos remete a outras gestões de Paulo Hartung, quando o governador agiu da mesma forma: se negou a dialogar com o Sindicato, perseguiu os trabalhadores, não cumpriu o Acordo Coletivo e agiu de forma intransigente”, diz  Freire.

Confira o histórico da luta

  •  Junho de 2017 – Banestes suspende o aporte à Banescaixa.
  • 21 de setembro de 2017 – O Sindibancários/ES realiza uma plenária com os banestianos sobre a sustentabilidade da Banescaixa, durante a qual é aprovada a realização de um ato em frente ao Palas Center.
  • 27 de setembro de 2017 – Bancários e bancárias do Banestes realizam um ato em frente ao Palas Center, reivindicando a retomada da contribuição por percentual; a redução do valor da parcela da coparticipação, que passou por aumentos sucessivos e desproporcionais; e a manutenção do aporte do banco para cobrir as despesas administrativas, suspenso por decisão unilateral da direção do Banestes desde junho.
  • 01 de novembro de 2017 – Após mais de 30 dias de silêncio do Banestes diante da solicitação do Sindicato, uma reunião é realizada com a superintendente da Banescaixa, Maria Augusta. Mas o encontro foi de frustração, uma vez que o banco não apresentou proposta concreta para melhoria do plano.
  • 18 de dezembro de 2017 – Diante da contínua intransigência do banco, o Sindibancários/ES paralisa o funcionamento do CPD.
  • 19 de dezembro de 2017 – Após a paralisação, o Banestes realiza uma reunião com o Sindibancários/ES com a presença do gerente de Recursos Humanos Flávio Diesel, o representante jurídico Valmir Capeleto e o diretor de administração Bruno Vivas. Na ocasião, os representantes do banco se comprometeram a marcar uma reunião para janeiro de 2018, na qual seria apresentada uma alternativa para a sustentabilidade do banco. Esse encontro, inclusive, teria a presença do presidente do Banestes, Sarkis.
  • 21 de dezembro de 2017 – Banestes faz o repasse do aporte para cobertura das despesas administrativas da Banescaixa, referentes aos meses atrasados de 2017. O retorno do repasse feito pelo banco ocorreu somente após paralisação do CPD no dia 18 de dezembro e reunião dos dirigentes do Sindibancários/ES com a direção do Banestes no dia 19 de dezembro.
  • 06 de fevereiro de 2018 – O presidente do Banestes não apenas cancela, como suspende a reunião agendada com o Sindibancários/ES. Desde então, o banco não atende às solicitações de um novo encontro com o Sindicato.

Mudanças que ocorreram na Banescaixa:

  •  Aumento da parcela da coparticipação dos empregados de R$ 85 para R$ 273, quando Sarkis assumiu.
  • A partir de dezembro, o teto da parcela sofrerá novo reajuste, passando para R$ 461. Ou seja, o usuário paga 30% do valor do procedimento ou o teto de R$ 461.
  • Em 2009, o plano deixou de ser por percentual e passou a ser por faixa etária, quebrando o princípio da solidariedade.
  •  Até 2009, todos os empregados contribuíam com 3,5% da sua renda mensal. Atualmente, um bancário que recebe R$ 3 mil paga o mesmo valor que outro empregado da mesma faixa etária com salário de R$ 10 mil.
  • O plano vem sofrendo reajustes anuais, superiores à média de reajuste salarial da categoria. Em maio de 2017 a tabela do plano foi reajustada em 8,54% e, no ano anterior, em 11%.
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