Banestes: Wander Egidio é apoiado pelo Sindicato para o Conselho de Administração

Wander é funcionário do Banestes há 30 anos. Ele também reafirmou compromissos históricos defendidos pelo Sindicato, como a valorização dos funcionários, a defesa do Banestes público e estadual e o cumprimento do papel social do banco.

O Sindicato dos Bancários/ES fechou apoio ao candidato Wander Egidio Oliveira, que concorre à vaga de representante dos empregados no Conselho de Administração do Banestes. O primeiro turno da eleição será na próxima sexta-feira, 02.

“Wander assumiu o compromisso de defender o Banestes público e estadual e os interesses dos trabalhadores, agindo com transparência e fazendo as denúncias necessárias. Por isso decidimos apoiar sua candidatura”, afirmou Jonas Freire, coordenador geral do Sindicato e bancário do Banestes.

Wander é funcionário do Banestes há 30 anos, dos quais 18 trabalhou em agências e 12 na Direção Geral. Ele também reafirmou compromissos históricos defendidos pelo Sindicato, como a valorização dos funcionários e o cumprimento do papel social do banco buscando o desenvolvimento regional e a viabilização das políticas públicas – bandeiras que pretende levar para o Conselho.

Lei das estatais impede candidatura do Sindicato

As mudanças promovidas pela Lei das Estatais (Lei 13.303), de junho de 2016, impede a participação de dirigentes sindicais nos Conselhos de Administração dos bancos públicos. É por esse motivo que nenhum representante do Sindicato pôde disputar as eleições deste ano.

Foi com base na nova lei que a posse de Jessé Alvarenga, candidato do Sindicato eleito no último pleito, em 2016, foi impedida. A eleição, no entanto, ocorreu em março, três meses antes da mudança nas regras de composição do Conselho. A ação contra a posse de Jessé foi movida pelo candidato concorrente, Jovenal Gera, que assumiu a cadeira no Conselho.

A posição no Conselho de Administração é estratégica na luta contra a privatização do Banestes e na fiscalização da gestão do banco. Jessé Alvarenga, que foi conselheiro entre 2009 e 2010, teve seu mandato marcado pela transparência e autonomia em relação à direção do banco, contribuindo para organizar a resistência contra o desmonte do Banestes e agindo contra o desvio de verbas públicas e práticas irregulares de dirigentes, com denúncias no Ministério Público e Banco Central que repercutem ainda hoje.

Regimento limita campanha 

Além das mudanças da lei das estatais, o Banestes também lançou resolução que, ao invés de democratizar o processo de eleição para o Conselho, impõe uma série de restrições que limitam a participação dos empregados. O prazo de campanha também foi reduzido a 4 dias úteis, impedindo, na prática, o debate sobre as eleições.

“É inviável em quatro dias promover um debate coletivo sobre as candidaturas. Os candidatos não conseguem visitar os locais de trabalho ou apresentar suas propostas para a totalidade do corpo funcional. Quem se beneficia com a falta de debate? É uma medida que levanta suspeitas sobre um possível direcionamento da campanha”, critica Jonas Freire.

As inscrições para o processo eleitoral terminaram no dia 19 de fevereiro e as homologações das candidaturas foram feitas no dia 22, apenas uma semana antes da votação, marcada para 02 de março.

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