BB adia decisão sobre VCP

Uma nova mesa de mediação no Ministério Público foi marcada para o dia 02 de junho, às 10 horas, em Brasília

Nessa terça-feira, 02, foi realizada, em Brasília, mais uma audiência de mediação no Ministério Público do Trabalho para tratar da Reestruturação no Banco do Brasil. A expectativa era informar sobre o possível aumento do prazo de vigência da Vantagem de Caráter Pessoal (VCP) , verba que mantém a remuneração dos funcionários que perderam cargo devido ao processo de reestruturação.

O Banco do Brasil informou que os estudos ainda não estão concluídos e que anunciará novas medidas para que se tenha mais movimentações e realocações até o final de maio, quando responderá de forma definitiva sobre a extensão da VCP por um prazo maior. A Contraf reivindica VCP Permanente até que todos sejam realocados em funções e salários equivalentes. O Ministério Publico recomendou em audiência a extensão da VCP por 12 meses.

Durante a audiência foi cobrado novamente do BB um quadro geral com o percentual de perdas salariais por cada cargo e em cada Estado da Federação. Foi solicitado ao banco que os caixas que estejam substituindo frequentemente sejam nomeados e sejam criadas vagas de caixas em agências onde existam funcionários exercendo a função de caixa.

O BB apresentou o quadro atual de 2.189 funcionários em VCP total, ou seja, que perderam o cargo e não foram realocados em nenhuma função. Cobrado mais uma vez sobre a incorporação da função administrativamente nos moldes da Súmula 372 do TST, o banco informou que mantém seu posicionamento de não negociar este tema. A Contraf cobrou a reativação da função de Gerente de Negócio nas agências de varejo, uma vez que as atribuições do cargo estão sendo transferidas para os Gerentes de Serviço. Uma nova mesa de mediação no Ministério Público foi marcada para o dia 2 de junho, às 10 horas, em Brasília.

“O BB ignora a Justiça do Trabalho, simplesmente não reconhecendo a Súmula 372, e o princípio da irredutibilidade salarial, ao implementar um rebaixamento generalizado dos salários via corte de verbas e comissões. Esse é o objetivo da reestruturação, que parece ainda não ter chegado ao fim. Por isso, é preciso compreender que não há saída individual. Temos que nos mobilizarmos e nos unirmos para transformar o medo em luta coletiva e garantir nossos direitos”, enfatiza o diretor do Sindibancários/ES, Thiago Duda.

A Contraf já está tomando medidas judiciais para garantir a proteção salarial dos funcionários que perderam cargos, dentro do conceito de proteção da remuneração previsto na Súmula 372 do Tribunal Superior do Trabalho. Continuaremos a cobrar as realocações dos funcionários em cada base. Nova rodada de negociação entre sindicatos e BB está agendada para o dia 1º de junho, antes da audiência no MPT.

Fonte: Contraf

Imprima
Imprimir