BB completa 209 anos e Sindicato leva “bolo do desmonte” em ação sindical

Empregados interromperam suas atividades no banco para ocupar a praça Pio XII, junto com dirigentes sindicais. Como “presente” pelo aniversário do BB, o Sindicato levou um bolo com a lista de consequências dos desmontes: demissões, fechamento de agências, cortes de funções, entre outros.

Na semana em que o Banco do Brasil comemora 209 anos, a instituição financeira anuncia que descartará as ferramentas de avaliação de desempenho nos casos de descomissionamento, estabelecendo como critério a avaliação direta do gestor. Essa é mais uma das medidas que se enfileiram na lista de ações de restruturação e desmontes. Esses foram os temas pautados durante ação sindical realizada na manhã desta quarta-feira, dia 11, pelo Sindibancários/ES na agência Pio XII, no Centro de Vitória.

Muitos empregados interromperam suas atividades no banco para ocupar a praça Pio XII, junto com dirigentes sindicais. Como “presente” pelo aniversário do Banco do Brasil, o Sindicato levou um bolo decorado com a lista de consequências dos desmontes: demissões, fechamento de agências, cortes de funções, entre outros.

“O Banco do Brasil faz 209 anos com esse processo de reestruturação. Vários dos trabalhadores já perderam comissão, tiveram redução de salário ou vão ser descomissionados. Ainda que setores empresariais especializados e agências digitais registrem uma oxigenação ao receber novos funcionários, as consequências para os demais empregados são graves”, ressalta Thiago Duda, dirigente do Sindibancários/ES.

Medidas tomadas pelo BB, como o plano de aposentadoria “voluntária”, que resultou no desligamento de mais 100 empregados no Espírito Santo, foram destacadas no ato desta quarta. A meta do banco é demitir até 18 mil em todo país até 2018.

Ainda dobre as avaliações de desempenho, o Sindicato criticou os programas Gestão de Desempenho por Competências (GDP) e Radar, por serem usados como instrumento de punição e assédio, mas, ao mesmo tempo, condenou o uso de critérios meramente subjetivos para o descomissionamento, e lembrou que ao fazer isso o banco está descumprindo o Acordo Coletivo de Trabalho.

“O ACT determina expressamente que o empregado precisa ter três avaliações negativas consecutivas nos processos de avaliação para poder ser descomissionado. Ou seja, o banco está passando por cima do acordo”, explica Evelyn Flores, diretora do Sindicato.

“Essa mudança consolida o assédio moral institucionalizado. É mais um exemplo de autoritarismo do banco, ao implementar um critério absolutamente subjetivo para determinar o descomissionamento”, diz Goretti Barone, diretora do Sindibancários/ES.

Os bancários também reforçaram a mensagem de defesa de um Banco do Brasil público, que cumpra efetivamente uma função social. “É muito forte o apelo por uma privatização completa no BB. Temos fazer o caminho inverso, fortalecer cada vez mais um BB público e voltado para os brasileiros”, conclui Barone.

Confira o panfleto distribuído durante o ato sindical ( transmitido ao vivo) nesta quarta, 11, em frente à agência Pio XII do Banco do Brasil:

 

 

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