BB condiciona avanços na Cassi à aceitação da sua proposta

Em reunião na sexta-feira, 10, com as entidades representativas dos funcionários, a direção do Banco do Brasil sinalizou que pode aceitar algumas das reivindicações em relação à Cassi, mas desde que a proposta de se livrar da obrigação financeira com os aposentados de hoje e do futuro seja aprovada. Em síntese, o BB repassaria para a […]

Em reunião na sexta-feira, 10, com as entidades representativas dos funcionários, a direção do Banco do Brasil sinalizou que pode aceitar algumas das reivindicações em relação à Cassi, mas desde que a proposta de se livrar da obrigação financeira com os aposentados de hoje e do futuro seja aprovada.

Em síntese, o BB repassaria para a Cassi os R$ 5,830 bilhões que estão provisionados no balanço do banco como compromisso com o pós-laboral para que a própria Caixa de Assistência assuma a obrigação da contribuição dos associados que se aposentam. Com isso, o BB deixaria de ser obrigado a fazer as provisões previstas pela Comissão de Valores Mobiliários 695/2012.

Se os bancários aceitarem assumir esse risco, a direção do BB diz que é possível aumentar o percentual de 0,99% que o banco propõe acrescer à sua contribuição mensal para os ativos. A finalidade dessa contribuição é manter a reserva para arcar com as contribuições dos aposentados atuais e futuros. Também pode ser incluída no acordo a ser firmado com os associados a reavaliação periódica dessa contribuição, considerando-se eventuais mudanças nas premissas que embasarem a sua definição, como, por exemplo, tábua de mortalidade e taxa de juros.

Outra sinalização que depende da aceitação da proposta de retirar a obrigação do BB com os aposentados está relacionada ao aporte de recursos para a implementação das medidas estruturantes da Cassi.

Em relação a eventuais déficits futuros, o BB vê possibilidade de participar dos rateios e concordou em apresentar proposta de divisão da parte dos associados utilizando apenas a proporção de renda de cada associado, deixando de lado critérios como faixa etária e grupo familiar (dependentes). Esse foi um dos pontos da proposta do BB mais criticados pelos bancários, pois significaria o fim da solidariedade no plano.

Os representantes dos associados vão analisar a proposta e voltam à mesa de debates no dia 24 de julho. “Por enquanto são apenas sinalizações do banco, não há garantia alguma de avanços. Além disso, o BB atrela tudo à sua proposta de não ter mais responsabilidade sobre as contribuições dos associados aposentados. Isso dificulta o entendimento”, avalia o diretor do Sindibancários/ES Thiago Duda.

Imprima
Imprimir

Comentários