BB descumpre CCT e assedia bancários para compensação de horas de greve

Em clara atitude antissindical, o Banco do Brasil tem assediado os bancários que aderiram ao movimento grevista cobrando de forma abusiva a compensação de horas. Por meio de comunicado, a Diretoria de Gestão de Pessoas (Dipes) tem orientado o reagendamento das férias previstas para o período de compensação, e muitos bancários estão sendo coagidos a […]

Em clara atitude antissindical, o Banco do Brasil tem assediado os bancários que aderiram ao movimento grevista cobrando de forma abusiva a compensação de horas. Por meio de comunicado, a Diretoria de Gestão de Pessoas (Dipes) tem orientado o reagendamento das férias previstas para o período de compensação, e muitos bancários estão sendo coagidos a assinar termo de compromisso individual para a reposição das horas.

“A postura do BB é de perseguição e de retaliação aos bancários que construíram a greve, com o intuito de enfraquecer a mobilização da categoria. Não aceitaremos nenhuma prática que coíba a organização política e a atuação sindical dos bancários”, afirma Goretti Barone, bancária do BB e diretora do Sindicato dos Bancários/ES.

O Sindicato orienta que os bancários não assinem nenhum documento, já que a compensação de horas já é regulamentada pela CCT, sendo descabida qualquer forma de cobrança que não esteja prevista na Convenção ou Acordo Coletivo.

Conforme estabelece a CCT, os dias não trabalhados não serão descontados e sim compensados, com prestação de jornada suplementar de trabalho, limitada a uma hora diária, até a data de 15 de dezembro. Vale destacar que a compensação deve acontecer em casos de necessidade e se houver disponibilidade do funcionário. Além disso, a CCT prevê apenas o tempo máximo de até 1 hora diária para a compensação, e não tempo obrigatório de 1 hora, como sugerem os gestores do banco.

Os trabalhadores que estiverem sofrendo ameaça ou pressão devem denunciar imediatamente ao Sindicato, para que este tome as medidas cabíveis.

Processo

O Banco do Brasil já sofre processo junto ao Ministério Público do Trabalho em função de práticas antissindicais cometidas após a Campanha Salarial 2012, denunciadas pelas entidades sindicais. Durante a assinatura do Acordo Coletivo deste ano, os dirigentes sindicais cobraram do banco uma postura diferenciada, mas ao que parece, o BB prefere continuar com a prática autoritária.

Fique Atento!

  • A compensação de horas é de até uma hora diária. A CCT prevê apenas o tempo máximo, não havendo tempo mínimo obrigatório de compensação.
  • Não há previsão legal de punição ou sanção disciplinar para os bancários que não compensarem 1 hora diária.
  • Os bancários não devem assinar nenhum documento de compromisso individual de compensação. A CCT e o Acordo Coletivo, instrumentos legais que regulamentam a compensação, já foram assinados.
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