BB faz nova reestruturação e amplia déficit de empregados

Banco corta 126 cargos e 66 funcionários terão funções cortadas e salários reduzidos

O Banco do Brasil anunciou nesta semana, mais uma reestruturação com cortes de 126 cargos e redução de pessoas. Desta vez a tesoura chega cortando funções nas áreas de Infraestrutura, Serviços e Operações, e ainda nas áreas de atacado. O BB mantém o processo de reestruturação do banco às custas do aprofundamento da queda da qualidade de atendimento. No terceiro trimestre deste ano, o BB liderou o ranking de reclamações do Banco Central.

Esta etapa atingirá as praças de Belo Horizonte, Brasília, Curitiba e São Paulo. O anúncio tomou as unidades de surpresa e os sindicatos foram comunicados diretamente pelos funcionários das áreas envolvidas. No mesmo dia, dirigentes sindicais se reuniram com as Gerências Regionais de Pessoas (Gepes) para colher as informações sobre a quantidade de funcionários prejudicados em cada cidade, bem como buscar soluções para a realocação dos mesmos. Na reunião, o banco informou que 126 cargos serão cortados e 66 funcionários deverão procurar realocação.

“Desde dezembro de 2016, o BB vem promovendo essa reestruturação que tem causado um clima de terror nas unidades. Com a escassez de empregados, os bancários estão sobrecarregados e cada vez mais adoecidos pelo estresse do dia a dia. Por outro lado, os clientes também sofrem, pois esperam cada vez mais para serem atendidos. A direção do Banco do Brasil está preocupada apenas em aumentar o lucro da instituição, mesmo que isso custe a saúde dos seus empregados e a qualidade do atendimento à população”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES, Goretti Barone.

De acordo com a medida anunciada pelo banco, os funcionários terão até 30 dias para tentarem realocação antes da perda da função e da redução salarial. A partir dessa data terão um complemento para manutenção de salário que dura apenas quatro meses. O movimento sindical continuará buscando soluções para proteger os funcionários e orienta os bancários e bancárias a denunciarem situações de falta de critérios claros no corte e realocação que ocorrerem.

Com informações da Contraf

 

 

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