BB fecha agência no Paraguai e demite funcionários

Medida, segundo fonte paraguaia, faz parte de reestruturação do BB

A agência de Cidade do Leste do Banco do Brasil, uma das duas existentes no Paraguai, país vizinho e parceiro comercial brasileiro no Mercosul, foi fechada na última segunda-feira (17) e mais uma vez aciona o alarme em torno do avanço privatista do governo golpista sobre os bancos públicos.

Os sete empregados da agência foram demitidos e as atividades da agência encerradas sob a alegação de que o banco passa por uma “reestruturação”, segundo informações da Contraf colhidas com representantes da agência. A Contraf e a Rede Internacional do Banco do Brasil buscam esclarecimentos da direção do BB e estudam ações para enfrentar ao ataque ao banco.

O fechamento da agência paraguaia acontece menos de uma semana após o fechamento de duas diretorias do BB e de boatos sobre um novo plano de demissão voluntária e uma possível privatização tomarem conta da mídia brasileira e alertarem a categoria. Na última quinta-feira (13), o presidente golpista Michel Temer confirmou à jornalista Miriam Leitão, em programa de entrevistas da Globo News, a intenção do governo e dos executivos do banco de enxugarem os “cargos… que são absolutamente desnecessários.”

“O fechamento da agência no Paraguai, da forma que foi feita, revela pelo menos dois elementos importantes do novo governo. Por um lado, orienta a atuação de uma empresa pública com a mesma agressividade das grandes corporações, no que se refere aos trabalhadores e à sociedade em que está inserida: uma atitude pretensamente subimperialista. De outro lado, indica também a pressa na reestruturação do banco com vistas à sua privatização, para pagamento da dívida pública e desestruturação das relações de trabalho, objetivando tornar o “ambiente de negócios” palatável ao “mercado”. Uma atitude definitivamente subalterna”, avalia Thiago Duda, diretor dos Sindibancários/ES.

 Sindicato paraguaio estuda fazer protesto

O Sindicato dos Bancários do Paraguai realizará assembleia no próximo sábado (22), que irá decidir se haverá greve contra as demissões sem justa causa e contra a decisão do BB de fechar a agência Cidade do Leste. Na assembleia, também vão debater sobre processo de negociação do contrato coletivo que não teve avanços em 10 meses.

Para Wagner Nascimento, Coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, o Banco do Brasil parece desconsiderar as pessoas na sua prática de negócios. Há anos tentamos sem sucesso reunir com a área internacional para tratar das questões envolvendo funcionários em outros países, já que a sede do banco é aqui. Outros bancos fazem esse tipo de reunião nas suas sedes. Esperamos que desta vez tenhamos uma explicação do BB sobre essas demissões no exterior e dê soluções na garantia de direitos dos funcionários. Aguardaremos a resposta do BB sobre uma reunião para tratar do assunto.

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