BB mostra disposição para negociar, mas reunião termina sem avanços concretos

O banco propôs estabelecer mesas específicas para avançar nos debates de segurança e saúde do trabalhador; teletrabalho e escritórios digitais, mas recusou debater Cassi, tema central da minuta dos empregados

Na primeira reunião de negociação entre o Banco do Brasil e a Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), realizada na última sexta-feira, 29, o banco se mostrou disposto a negociar alguns pontos da pauta dos trabalhadores, mas recusou debater temas centrais como a Cassi.

O banco propôs estabelecer mesas específicas para avançar nos debates de segurança e saúde do trabalhador; teletrabalho e escritórios digitais. No entanto, a proposta de mesas temáticas nos mesmos moldes que as atuais pode ser um problema para a categoria, como explica o diretor do Sindicato Thiago Duda. “A experiência das mesas temáticas nos mostra que tais expedientes têm apenas protelado soluções ou servido para que elas não sejam implementadas”, diz Duda.

Mesas específicas

Com relação à Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), o banco se manteve intransigente e não aceitou debater o tema na mesa de negociações, priorizando o fórum específico da governança da Cassi – postura que vem sendo questionada pelo movimento sindical.

A Comissão de Empresa reafirmou a proposta da Cassi aprovada no 29º Congresso dos Funcionários do BB, que está sendo desconsiderada pelo banco. “Os representantes do banco alegam que precisam cumprir as resoluções da CGPAR e por isso não podem aceitar a proposta enviada pela Contraf-CUT”, explicou o coordenador da CEBB. Wagner se refere à resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União, que trata das diretrizes e parâmetros para o custeio das empresas estatais em relação aos benefícios de assistência à saúde ao funcionalismo público e está sendo questionada judicialmente.

O único avanço com relação à Cassi e à Previ foi a possibilidade de debater a cláusula de incorporação de funcionários de outros bancos nas questões de saúde e previdência.

Outros pontos

O BB também aceitou discutir o sistema de pontuação por mérito. O banco estabeleceu que os funcionários cedidos ou requisitados para órgãos governamentais poderão ser beneficiados pela pontuação. O banco ainda disse estar disposto a retomar as homologações das rescisões contratuais nos sindicatos, a ampliar o tempo de pagamento da Verba de Caráter Pessoal (VCP) e a atualizar a tabela de Pontuação Individual do Participante (PIP) da Previ.

Por fim, o banco também estudará a regularização da situação dos funcionários que fizeram concurso específico para a área de TI que ainda não tomaram posse.

Nenhum dos pontos de negociação, no entanto, foram fechados. O Sindicato alerta que a mobilização dos bancários será fundamental para fazer avançar nos principais pontos da minuta.

Com informações da Contraf

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