BB registra alta do lucro de 25,6 %

Gestão focada estritamente no aumento do lucro tem levado ao adoecimento dos empregados, que trabalham sob constante ameaça de perda da comissão e sob intensa pressão para o alcance de metas

O Banco do Brasil registrou no terceiro trimestre deste ano um lucro liquido ajustado de R$ 3,4 bilhões, um aumento de 25,6 % em relação ao mesmo período do ano passado e 5% acima do registrado no 2° semestre deste ano. Ao longo desses nove meses, o lucro líquido acumulado é de R$ 9,059 bilhões, alta de 14,6% na comparação com os nove primeiros meses de 2017.

A alta rentabilidade é atribuída pelo BB ao “desempenho positivo das rendas de tarifas, qualidade do crédito e controle das despesas administrativas” e menores provisões para perdas com empréstimos. No entanto, por trás do que o banco denomina de  controle das despesas administrativas, está um rigoroso e esfacelador processo de reestruturação, que ocorre desde 2016 com corte de cargos e redução de remuneração. Somente neste mês, mais 126 cargos serão eliminados nas áreas de Infraestrutura, Serviços e Operações e nas áreas de atacado.

O aumento do lucro da instituição não é sinônimo de melhores condições de trabalho e de atendimento à população.  No terceiro trimestre deste ano, o BB liderou o ranking de reclamações do Banco Central.

“Essa alta do lucro foi alcançada pelo BB às custas da saúde dos empregados e das empregadas do banco. Com essa reestruturação permanente, os bancários trabalham com medo de perder suas comissões, além de serem submetidos diariamente a pressão e assédio moral para bater metas. Essa gestão que visa apenas o lucro tem causado o adoecimento da categoria”, enfatiza o diretor do Sindibancários/ES, Dérick Bezerra.

Carteira de crédito cresce 1,4%

A carteira de crédito ampliada do BB totalizou R$ 686,3 bilhões no final de setembro, com crescimento de 1,4% em relação ao trimestre anterior. No segmento pessoa física, a carteira cresceu 5,7% em 12 meses, impulsionada pelo crescimento do crédito consignado e do financiamento imobiliário. Os financiamentos para empresas registraram alta de 0,2% de alta no trimestre. Já a carteira rural apresentou crescimento de 6,3% na comparação anual.

Com informações do site www. g1.globo.com

Imprima
Imprimir