Trabalhadores do BB prostestam contra descomissionamentos

Agência Pio XII ficou fechada nesta sexta-feira, 15, durante toda a manhã, em protesto contra descomissionamentos, assédio moral, fechamento de agências, rebaixamento de função e adoecimento dos bancários. A movimentação sindical recebeu apoio de bancários e bancárias do BB que estão indignados com os desmontes no banco.

Dirigentes se reúnem na Pio XII e decidem por fechamento da agência até o meio dia da última sexta-feira (15)

A ação sindical realizada pelo Sindibancários/ES nesta sexta-feira, dia 15, interrompeu durante toda a manhã o funcionamento do Prédio da Pio XII do Banco do Brasil, localizada no Centro de Vitória. O objetivo foi protestar contra o descomissionamento de sete gerentes gerais, ocorrido no final do mês de novembro, resultado do processo de reestruturação que completou um ano em 2017.

Os trabalhadores e trabalhadoras fecharam a agência das 6h30 até as 12h. Uma carta foi encaminhada à superintendência estadual do Banco do Brasil solicitando esclarecimento sobre o descomissionamento dos gerentes gerais.

Para o diretor do Sindicato Dérik Bezerra, o Banco do Brasil passa por um processo que ele chamou de “Bradescalização”, referindo-se à forma como o banco vem cumprindo uma lógica de banco privado com “espírito de público”.

“O BB é um banco público e vem agindo como banco privado. Nós, trabalhadores, não podemos compactuar com essa falta de transparência. Hoje, nenhum funcionário entra na agência Pio XII, nem superintendente, nem escriturário. Desta forma, demonstramos à direção do banco, não apenas estadual mas nacional, que não iremos compactuar com essa série de descomissionamentos no BB”, afirma.

Essa lógica de mercado dentro do BB, segundo Dérik, vem adoecendo bancários e bancárias, além de criar um clima de competição irrefreável e também de medo nas agências bancárias. No Espírito Santo, duas delas inclusive foram fechadas, uma foi transferida de local e sete gerentes gerais foram descomissionados e centenas de funcionários foram rebaixados de suas funções – resultados da reestruturação.

Dérik Bezerra conversa com funcionários para explicar os motivos da ação: os desmontes generalizados no banco

Apoio à luta

Para Thiago Duda, também diretor do Sindicato, essa ação sindical de fechamento da agência demonstrou como tanto os trabalhadores do banco quanto a população estão conscientes da importância de lutar contra os desmontes que têm relação direta com a reforma trabalhista.

“Essa ação foi uma atitude na mesma linha do banco, um pouco mais intransigente, e por ser na superintendência estadual, ela irradia mais, fica todo mundo sabendo. Entre os trabalhadores de modo geral a gente vê que a sensação é de insatisfação. E nessa ação canalizamos um pouco dessas insatisfações. Também foi interesse porque foi uníssono: o fechamento da agência não criou nenhuma animosidade entre os bancários e a população”, destaca Thiago Duda.

Segundo ele, essa movimentação sindical mostrou ser um sinal importante de como o desejo de lutar é latente nos trabalhadores. “Eles possuem entendimento do que está acontecendo, o desmonte do banco e todo esse processo que tem relação direta com a reforma trabalhista, como a reestruturação”, comenta.

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