BB tenta induzir instalação de CCV para reduzir passivo trabalhista

Nesta segunda-fera, 15, a Gerência de Recursos Humanos do Banco do Brasil enviou correspondência eletrônica tentando induzir os empregados a pressionarem o Sindicato para a instalação de uma Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) referente ao passivo trabalhista de sétima e oitava hora. O Sindibancários/ES alerta que os direitos que o Banco do Brasil pretende que […]

Nesta segunda-fera, 15, a Gerência de Recursos Humanos do Banco do Brasil enviou correspondência eletrônica tentando induzir os empregados a pressionarem o Sindicato para a instalação de uma Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) referente ao passivo trabalhista de sétima e oitava hora.

O Sindibancários/ES alerta que os direitos que o Banco do Brasil pretende que sejam conciliados “voluntariamente” já estão assegurados em 10 ações coletivas promovidas pelo Sindicato, a maioria das quais em fase final no Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília. Entre as ações, oito já tiveram parecer favorável aos bancários.

Goretti Barone, diretora do Sindicato/ES, destaca que a CCV beneficia diretamente o Banco. “As propostas de conciliação são sempre de valor inferior ao que o trabalhador teria direito se aguardasse a conclusão das ações judiciais. Daí o interesse do BB em promover a conciliação. O acordo é uma grande vantagem para o banco, pois reduz o passivo trabalhista da instituição”, diz a diretora, que também é bancária do Banco do Brasil.

O Sindicato dos Bancários/ES já entrou em contato com sua assessoria jurídica para tomar as medidas cabíveis. “A prática do Banco, além de configurar repudiado assédio moral institucional contra toda a categoria, é absolutamente contrária ao Direito e ao Processo Trabalhista Brasileiro”, diz o advogado do Sindicato, Rogério Ferreira Borges.

Rogério lembra ainda que “qualquer tentativa de conciliação, nesses casos, só poderá se dar judicialmente, com a intervenção do Juízo, sendo vedado qualquer tipo de renúncia a direitos trabalhistas assegurados”.

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