BB volta atrás e mantém a gratificação de caixa por quatro meses

Os funcionários do Banco do Brasil tiveram a garantia do restabelecimento, até 31 de maio, do pagamento da função para os caixas que foram descomissionados.

Em mesa de negociação nesta semana, os funcionários do Banco do Brasil tiveram a garantia do restabelecimento, até 31 de maio, do pagamento da função para os caixas que foram descomissionados. A retirada da função aconteceu no início deste mês, como consequência do processo de reestruturação, que passou pelo fechamento de unidades e extinção de vagas. Como o banco passou a considerar que caixa não é uma função, não queria pagar a verba de caráter pessoal (VCP) por quatro meses, como garantido aos demais descomissionados. “Felizmente nessa negociação o banco voltou atrás e vai pagar até maio”, afirma o diretor do Sindicato Thiago Duda.

Na negociação entre a Comissão de Empresa dos Funcionários e a direção do banco, o BB também ratificou a proposta de não exigir jornada de 8 horas para os funcionários que estão em VCP, como escriturários ou em cargo atual de jornada de 6 horas. Outra proposta apresentada pelo banco referente às demandas apresentadas pelos sindicatos é a ampliação do programa de readequação de endividamento para que os funcionários que perderam renda com descomissionamento ou descenso, ou seja, realocados em função com valor de comissionamento inferior, possam ajustar suas dívidas à nova realidade financeira.

A representação dos bancários solicitou ao banco um mapa regional com o número de funcionários em VCP realocados em descenso. Também apresentou ao banco uma preocupação com os locais onde houve redução no quadro de funcionário, mas teve absorção de serviços oriundos de agências que foram desativadas. Os funcionários reclamam que a redução na dotação das agências foi feita antes da migração dos serviços, o que tem causado sobrecarga de trabalho e prejudicado o atendimento aos clientes. Os bancários querem um relatório com o número de afastamentos por problemas de saúde, com o objetivo de discutir mais profundamente o adoecimento dos funcionários diante da reestruturação.

Outro assunto discutido na reunião foi a centralização de serviços na Gepes Brasília sem aumento de quadro. A preocupação dos bancários é a queda na qualidade dos serviços. No Espírito Santo, a Gepes também deixou de ser uma unidade com autonomia, passando a ser uma base de apoio subordinada à Gepes do Rio de Janeiro.

Escritórios Digitais

Em relação aos escritórios regionais, foi cobrado do banco o cuidado com a ambiência e ergonomia nessas unidades. A falta de divisórias entre as bancadas, o excessivo número de funcionários em cada sala e a demora na chegada de materiais ergonômicos solicitados foram algumas das dificuldades levantadas. “O banco não está observando a Norma Regulamentadora 17 que estabelece pausas no trabalho a cada 50 minutos no trabalho e jornada de seis horas para quem trabalha com entrada de dados”, lembrou Thiago Duda.

Negativas

Em relação à Súmula 372 do Tribunal Superior do Trabalho, que estabelece a incorporação da gratificação de função pra quem já a recebe por dez ou mais anos, o BB voltou a negar a adoção da medida administrativamente. O diretor do Sindicato Thiago Duda explica que com essa postura do banco, “os funcionários têm que entrar na Justiça para ter o direito garantido”.

 

Com informações da Contraf-CUT

 

Foto: Guina Ferraz/Contraf-CUT

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