BNB assina acordo coletivo em ano de resistência da categoria bancária

Mobilização dos bancários garantiu conquistas. Acordo aditivo acolhe proposta da Fenaban

O Banco do Nordeste do Brasil assinou na terça-feira (18) o Acordo Coletivo de Trabalho aditivo firmado com os empregados na Campanha Salarial 2016.  O acordo segue os mesmos reajustes propostos pela Fenaban, 8% nos salários e abono de R$ 3.500,00 em 2016 e reposição integral da inflação mais 1% de aumento real em 2017. Os valores conquistados começaram a serem pagos na última sexta-feira (14), como o abono, e prosseguem com antecipação da PLR no próximo dia 28.

A anistia dos dias de greve também é um conquista da mobilização bancária de 2016, bem como a unidade alcançada nacionalmente por greve histórica contra o avanço conservador e neoliberal protagonizado pelo governo ilegítimo de Michel Temer.

Para o diretor do Sindibancários/ES João Bosco, a Campanha Salarial desse ano deixou saldo positivo para a luta dos trabalhadores no Brasil devido à resistência dos bancários.

“A proposta do banco avançou pouco nas questões centrais aos bancários e bancárias, mas os pequenos avanços só foram possíveis devido à mobilização dos empregados do BNB, que mais uma vez aderiram com consistência à greve e entenderam que num momento em que os ataques aos direitos dos trabalhadores é sistemático, apenas a luta coletiva vai garantir nossa cidadania”, avalia o diretor.

Bosco também ressalta a necessidade de intensificar a luta bancária para garantir a conquista das reivindicações expressas na minuta específica do BNB como reformulação do PCR, isonomia de tratamento, cumprimento da jornada, a revisão dos planos previdenciários e de saúde e convocação dos novos concursados, que continuam na pauta.

“As negociações com o BNB são morosas e a direção do banco avança pouco nas questões específicas, por isso temos que continuar mobilizados para perseguir avanços”, completa Goretti Barone, diretora do Sindicato/ES.

No Espírito Santo, os bancários fecharam 359 agências, recorde histórico que representa 80% dos estabelecimentos do território, e chegaram a 31 dias paralisação, batendo a marca da greve de 2004, que alcançou 28 dias.

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