BNB não responde reivindicações dos trabalhadores na 2ª rodada de negociação

As negociações específicas do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) foram retomadas na quinta-feira,17. Os temas centrais foram remuneração e igualdade de oportunidades, com destaque para reivindicações como revisão do Plano de Carreira e Remuneração (PCR), promoção para licenciados, criação de mesa permanente ou comissão paritária para discutir sobre os passivos trabalhistas, entre outras. Os […]

As negociações específicas do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) foram retomadas na quinta-feira,17. Os temas centrais foram remuneração e igualdade de oportunidades, com destaque para reivindicações como revisão do Plano de Carreira e Remuneração (PCR), promoção para licenciados, criação de mesa permanente ou comissão paritária para discutir sobre os passivos trabalhistas, entre outras.

Os trabalhadores defendem a revisão do PCR pois o atual modelo limita as promoções e o crescimento dos funcionários, além de estagnar o trabalho de quem já atingiu o nível máximo no plano. Eles reivindicam que o PCR seja ampliado até o nível 36, com interstício entre todos os níveis de todos os cargos de 3,5%. Atualmente ele vai até o nível 18 para promoções.

A Comissão Nacional dos Funcionários do BNB e os representantes dos sindicatos também pediram participação dos trabalhadores nesta discussão dentro do banco, além de mais informações sobre os critérios para promoções. Os negociadores do BNB argumentaram que a demanda precisa ser avaliada junto com os planos de cargos e funções, além de uma análise da remuneração total, mas ficaram de apresentar um retorno na próxima rodada.

Outra queixa dos bancários é em relação ao grande número de processos parados na justiça, postergados pelo banco, referentes a passivos trabalhistas. Os trabalhadores reivindicaram uma mesa permanente ou uma comissão paritária para debater o problema. O BNB não discordou da reivindicação, mas solicitou a definição de uma proposta por sindicato, para analisar os casos de cada região.

A Comissão Nacional dos Funcionários do BNB também estacou os problemas enfrentados pelos funcionários afastados por problemas de saúde. Os sindicalistas querem garantir o direito de contagem integral de tempo quando o funcionário estiver de licença-saúde para efeitos de promoção. Atualmente, alguns benefícios são retirados dos bancários enquanto estão afastados. O BNB respondeu que tem agido de acordo com a lei, mas os dirigentes sindicais afirmaram que o banco pode avançar neste sentido, além do que a lei exige, já que os afastamentos por doença são involuntários.

“Até o momento a direção do BNB não deu nenhuma resposta positiva às reivindicações, limitando-se a dizer que vai analisá-las. Diante disso, precisamos intensificar nossas mobilizações e, se preciso for, paralisar nossas atividades para obter avanços na Campanha Salarial”, diz o diretor do Sindicato dos Bancários/ES, João Bosco.

Mais reivindicações

A segunda rodada com o banco também incluiu reivindicações como a equiparação de funções de engenheiros, arquitetos e outras categorias que compõem o quadro funcional do banco; limite de crédito consignado para funcionários; extensão de prazo para o uso de abono de ausências e acesso dos dirigentes sindicais ao quadro de aviso do banco por meios eletrônicos, como a intranet, para repassar informações de interesse dos trabalhadores.

O BNB ficou de apresentar as respostas a todas as demandas na próxima rodada de negociação, marcada para 28 de setembro, em Fortaleza.

Com informações da Contraf

Foto: Jailton Garcia/Contraf

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