Bolsonaro critica 13° salário, férias e defende a informalidade

O presidente eleito tem se colocado contrário a toda rede de proteção aos trabalhadores e chegou, inclusive, a criticar a atuação do Ministério Público do Trabalho (MPT), defendendo menos rigor nas fiscalizações e aplicações de multas realizadas pelo órgão

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), voltou a atacar os direitos trabalhistas. Em declarações feitas nesta semana, Bolsonaro afirmou que a legislação trabalhista “tem que ser aproximar da informalidade” e criticou direitos como férias, 13° salário e seguro desemprego. Entusiasta da reforma trabalhista, Bolsonaro parece não que não colocará limites para atender os interesses patronato, e para isso já eliminou até mesmo o Ministério do Trabalho em seu governo.

Em seu discurso, Bolsonaro criticou também o Ministério Público do Trabalho (MPT) e disse que pretende resolver o “problema” das fiscalizações, consideradas excessivas por ele. Essa é apenas mais uma das recentes críticas de Bolsonaro a todo conjunto de leis e instituições que ainda existem no Brasil para garantir a proteção social aos trabalhadores.  Ao defender o aprofundamento de flexibilização do trabalho e a informalidade, Bolsonaro deixa mais do que evidente seu total descompromisso com os trabalhadores e trabalhadoras brasileiras.

“Com essas declarações e diante das medidas já anunciadas, não podemos esperar desse governo senão a concretização da reforma trabalhista, a legalização da miséria e a precarização das condições de trabalho. Ao invés de se comprometer com o combate à informalidade, ele desqualifica os direitos trabalhistas que ainda restam para dar toda segurança jurídica para que os patrões aprofundem a exploração de seus empregados”, destaca o coordenador geral do Sindibancários/ES, Jonas Freire Santana.

Empresários defendem o fim do TST

Após as declarações de Bolsonaro contrárias aos direitos dos trabalhadores, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) publicou nota defendendo o fim da Justiça do Trabalho e pedindo ao presidente eleito o fim do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

“O empresariado encontrou no governo Bolsonaro as condições favoráveis para aprofundarem a reforma trabalhista, chegando  a esse absurdo de pedirem o fim do TST. O governo Bolsonaro será de dificuldades para os trabalhadores e não temos outra saída a não ser ampliar nossa unidade para resistirmos juntos a todos esses ataques”, enfatiza Freire.

 

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