Bradesco afirma que fusão com HSBC não gerará demissão em massa. Sindibancários orienta manter mobilização

Em reunião entre a Contraf, as comissões de empregados do HSBC e Bradesco e diretores de ambos os bancos, realizada na sexta-feira, 18, em São Paulo, representantes das duas instituições financeiras afirmaram que a venda do banco inglês não causará demissão em massa. Contudo, o Sindicato dos Bancários/ES alerta os trabalhadores e trabalhadoras para que, […]

Em reunião entre a Contraf, as comissões de empregados do HSBC e Bradesco e diretores de ambos os bancos, realizada na sexta-feira, 18, em São Paulo, representantes das duas instituições financeiras afirmaram que a venda do banco inglês não causará demissão em massa. Contudo, o Sindicato dos Bancários/ES alerta os trabalhadores e trabalhadoras para que, mesmo diante dessa afirmação, não deixem de estar mobilizados e de acompanhar cada passo referente à compra do HSBC pelo Bradesco.

“Temos que estar atentos ao processo de fusão, pois, tradicionalmente, a prática é de demissão. O banco sempre declara que não vai demitir, mas acaba reduzindo postos de trabalho. O Bradesco, por exemplo, tem um histórico de compra de outras instituições financeiras no Brasil, como o BBV, BCN e Banco Mercantil de São Paulo. Quando isso aconteceu, também disse que não haveria demissão em massa, mas não foi isso que ocorreu. Temos que tomar as medidas necessárias para que isso não se repita”, alerta o diretor do Sindicato dos Bancários/ES, Fabrício Coelho.

A também diretora do Sindicato, Lucimar Barbosa, destaca que a fala dos representantes dos bancos deixa clara que haverá redução no quadro de funcionários. “Quando eles dizem que não haverá demissão em massa, estão afirmando que não demitirão um grande número de empregados. Porém, nossa luta não é para que demitam o menor número possível, é para que não dispensem ninguém”, declara Lucimar.

Segundo o diretor executivo do Bradesco, André Cano, a compra da operação brasileira da instituição financeira pelo Bradesco por cerca de R$ 17,6 bilhões ainda aguarda aval de órgãos reguladores, como o Banco Central. Ele também destacou que não há intenção de fechar agências do HSBC por se tratar de um banco forte em alta renda, onde o Bradesco precisa ganhar mais força.

Durante a reunião, houve questionamentos sobre a manutenção dos centros administrativos, concentrados principalmente em Curitiba. Segundo o Bradesco, não há nenhuma deliberação em acabar com a estrutura. Também foi relatado o aumento de casos de assédio moral no HSBC, pois, segundo representantes da comissão de empregados do banco, há gestores que usam o processo de fusão para aumentar a pressão e as cobranças, dizendo que somente os ‘melhores’ serão contratados pelo Bradesco. O diretor do HSBC não negou as denúncias, mas afirmou que alguns gestores fogem da filosofia da instituição e que os casos serão apurados.

“O Sindicato orienta os trabalhadores que estiverem sofrendo assédio moral a procurar a entidade e denunciar para que possamos tomar as devidas providências com auxílio da nossa assessoria jurídica”, orienta Lucimar.

PLR HSBC

A Contraf solicitou ao HSBC uma mesa específica para tratar da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O banco teve lucro de R$ 31,9 milhões primeiro semestre deste ano. O banco concordou em discutir o tema.

Foto: Contraf

Com informações da Contraf

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