Bradesco: bancários protestam contra assédio moral e paralisam agência em Carapina

Nesta quarta-feira, 03, o Sindicato dos Bancários/ES realizou nova Ação Sindical no Bradesco em protesto contra práticas de assédio moral no banco. Desta vez foi fechada a agência Carapina, na Serra, durante todo o dia. De acordo com a bancária do Bradesco e diretora do Sindicato, Lucimar Barbosa, o assédio moral tem se tornado uma […]

Nesta quarta-feira, 03, o Sindicato dos Bancários/ES realizou nova Ação Sindical no Bradesco em protesto contra práticas de assédio moral no banco. Desta vez foi fechada a agência Carapina, na Serra, durante todo o dia.

De acordo com a bancária do Bradesco e diretora do Sindicato, Lucimar Barbosa, o assédio moral tem se tornado uma prática de gestão, principalmente pela política de metas dos bancos. “A cobrança para o cumprimento de metas é grande e os empregados são constantemente pressionados. Muitas vezes são cobrados de forma abusiva e desrespeitosa pelos gestores. Temos denúncias de gestores autoritários, que expõe os funcionários em público de forma absolutamente desrespeitosa. Muitas vezes, no caso das mulheres, o assédio moral vem acompanhado do assédio sexual, e não vamos tolerar isso”, diz a diretora.

Além das ações políticas, o Sindicato solicitou à Gerência Regional uma reunião com a diretoria do banco. No entanto, a Gerência não agendou a reunião e não tomou nenhuma medida para solucionar o problema nas agências.

No dia 19 de novembro, bancários e bancárias já haviam paralisado a agência Prime da Reta da Penha, em Vitória, pelo mesmo motivo. Após as ações realizadas pelo Sindibancários/ES, o departamento de Recursos Humanos do banco entrou em contato com o Sindicato e confirmou a possibilidade de uma reunião para discutir as denúncias de assédio, mas ainda não há previsão de data nem local.

“Mesmo com essa sinalização do RH do banco, vamos manter nosso calendário de luta até que os empregados do banco sejam tratados com respeito e dignidade. O Bradesco não cumpriu o compromisso assumido há semanas atrás de se reunir com o Sindicato para discutir o problema. A Gerência Regional não tomou nenhuma medida e continua sendo uma das fontes do assédio moral. Não aceitamos essa prática e, para nós, não há negociação sobre essa questão”, enfatiza o diretor do Sindibancários/ES, Fabrício Coelho.

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