Bradesco compra HSBC por US$ 5,2 bilhões

Na madrugada desta segunda-feira, 03, o HSBC anunciou a venda de sua subsidiária brasileira para o Bradesco pelo valor de US$ 5,2 bilhões, o que corresponde a R$ 17,6 bilhões. Segundo um comunicado feito pelo presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, essa instituição financeira assumirá todas as operações do HSBC no Brasil, inclusive, todas […]

Na madrugada desta segunda-feira, 03, o HSBC anunciou a venda de sua subsidiária brasileira para o Bradesco pelo valor de US$ 5,2 bilhões, o que corresponde a R$ 17,6 bilhões. Segundo um comunicado feito pelo presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, essa instituição financeira assumirá todas as operações do HSBC no Brasil, inclusive, todas as agências e clientes. No que diz respeito ao corte de empregos e redução de agências, Trabuco não tocou no assunto.

Segundo a diretora do Sindicato dos Bancários/ES, Lucimar Barbosa, diante da compra do HSBC pelo Bradesco o movimento sindical deve encampar a luta em defesa da manutenção dos empregos em ambos os bancos. “Se ficarmos defendendo somente a permanência de bancários no HSBC, corremos o risco de ter demissão em massa no Bradesco. E não há motivo para demissões em nenhum dos dois. As duas instituições financeiras realizam seus trabalhos com um número de trabalhadores muito abaixo do que elas realmente necessitam”, defende Lucimar.

Ela destaca, ainda, que durante todo esse período em que a venda do HSBC não foi concretizada os bancários e bancárias trabalharam sobre forte tensão. “Os trabalhadores e trabalhadoras viveram momentos de total insegurança nos últimos meses”, afirma. O também diretor do Sindicato, Carlos Pereira de Araújo, o Carlão, destaca, na compra do HSBC pelo Bradesco, a questão da concentração bancária, que prejudica os clientes.

“Isso mostra que o Governo Federal, através do Banco Central, permite essa concentração, fazendo com que os clientes fiquem reféns de poucos bancos. Isso resulta nas altas taxas de juros e na não democratização do acesso ao crédito. O Governo apoia a ditadura do mercado financeiro internacional, quando, na verdade, deveria acabar com essa concentração e termos, por exemplo, bancos regionais, inclusive, municipais, como acontece em lugares como a Polônia”, diz Carlão.

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