Bradesco lucra R$ 15,7 bi no 3º trimestre, mas mantém déficit de empregados

O número representa um crescimento de 11,1%, em relação ao mesmo período de 2017 e de 6% na comparação ao trimestre anterior

O Bradesco lucrou R$ 15,7 bilhões no 3º trimestre de 2018, um crescimento de 11,1%, em relação ao mesmo período de 2017 e de 6% na comparação ao trimestre anterior. Em contrapartida, a holding encerrou o 3º trimestre de 2018 com 98.159 empregados, o que representa uma redução de 2.529 postos de trabalho em doze meses, ainda em função do Plano de Desligamento Voluntário Especial (PDVE), divulgado em 2017. Em doze meses, foram fechadas 193 agências e 35 postos de atendimento (PA).

Apesar de ter aberto neste trimestre 476 novos postos de trabalho, o banco mantém do déficit de empregados. Segundo o Bradesco, a elevação de postos no último trimestre atende a ampliação de  áreas digitais e segurança corporativa, em função das crescentes demandas por inovação e interação com clientes, além do crescimento de vendas na rede de agência.

“A crescente lucratividade do banco segue acompanhada de um quadro de demissões e redução de funcionários sistemática. Esse quadro se acentua com a aplicação da reforma trabalhista e da terceirização. Esse setor da economia é prova da perversidade da nova legislação e da falta de compromisso com o emprego e a renda dos trabalhadores”, critica Fabrício Coelho, diretor do Sindibancários/ES e empregado do Bradesco.

O retorno sobre o Patrimônio Líquido médio anualizado (ROE) ficou em 18,7%, com aumento de 0,6 p.p. em doze meses. Segundo o banco, esse resultado foi impulsionado pela performance das receitas de prestação de serviços, pela redução nas despesas com provisões para devedores duvidosos (a PDD), maiores receitas com a margem financeira, além da forte incidência de créditos tributários.

A Carteira de Crédito do banco apresentou crescimento de 7,5% em doze meses e 1,5% no trimestre, atingindo R$ 523,4 bilhões. As operações com pessoas físicas (PF) cresceram 8,1% em relação a setembro de 2017, chegando a R$ 186,2 bilhões. Os segmentos com maior destaque para PF foram o crédito consignado (alta de 14,2%) e o CDC/LEASING Veículos (que cresceu 14,1%). Já as operações com pessoas jurídicas (PJ) alcançaram R$ 337,3 bilhões, com crescimento de 7,2% em doze meses.  A principal alta ocorreu nas operações com micro, pequenas e médias empresas (8,3%), enquanto a conta de Grandes Empresas cresceu 6,7%.  O Índice de Inadimplência superior a 90 dias reduziu-se em 1,2 p.p em doze meses, ficando em 3,6%. As despesas com PDD foram reduzidas em 30,2%, totalizando R$ 13,8 bilhões.

A receita com prestação de serviços e tarifas bancárias cresceu 4,4% em doze meses, totalizando R$ 18,6 bilhões. Já as despesas de pessoal caíram 13,6%, atingindo R$ 14,1 bilhões. Assim, a cobertura destas despesas pelas receitas secundárias do banco, no período, foi de 131,2%.

Com informações da Contraf 

 

 

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