Bradesco revoga política de RH do HSBC

O Sindicato dos Bancários de Curitiba ajuizou uma ação civil pública, que tem repercussão nacional, com objetivo de impedir que a revogação abusiva se concretize. Bancários do HSBC perderiam direitos como convênio médico, bolsa-educação, parcelamento do adiantamento de férias e folga de aniversário.

Os bancários do HSBC, banco inglês adquirido pelo Bradesco em julho desde ano, foram constrangidos a assinar um documento em concordância com a revogação da política de recursos humanos do HSBC e das suas empresas ligadas. Com a medida, direitos específicos conquistados pelos empregados do HSBC, como convênio médico, bolsa-educação, parcelamento do adiantamento de férias e folga de aniversário serão extintos.

Estrategicamente, a ação foi feita durante a greve categoria, período em os dirigentes sindicais estavam totalmente envolvidos com a paralisação. Com base no documento enviado pelo Bradesco, um formulário que revoga todas as políticas de RH do HSBC a partir de 07 de outubro, o Sindicato dos Bancários de Curitiba ajuizou uma ação civil pública com objetivo de impedir que a revogação abusiva se concretize. A ação, embora ajuizada pelo Sindicato de Curitiba, terá repercussão nacional. O Sindibancários/ES acompanhará o andamento.

“O Bradesco acaba de entregar junto com o kit de boas-vindas aos funcionários oriundos do HSBC um documento em que os trabalhadores abrem mão de seus direitos. Não reconhecemos e não concordamos com este documento e para tanto vamos utilizar todos os recursos possíveis pela manutenção destes direitos. Nenhum direito a menos”, afirmou Elias Jordão, presidente do Sindicato Curitibano.

Para Belmiro Moreira, presidente do Sindicato dos Bancários do ABC e ex-funcionário do HSBC, “o Bradesco está tentando inviabilizar um direito adquirido por aquelas que dedicaram a sua vida de trabalho ao Banco”.

“Isso prova mais uma vez uma má intenção do Bradesco, que mesmo tendo um canal de negociação se aproveitou da nossa Campanha Salarial, em uma greve que visava benefícios para todos os bancários, para implementar uma mudança arbitrária”, complementa Fabrício Coelho, diretor do Sindibancários/ES.

Desde que foi anunciada a aquisição do HSBC pelo Bradesco, a principal preocupação do movimento sindical tem sido com os empregos dos empregados tando do HSBC como do Bradesco, sem esquecer dos outros direitos conquistados. Até hoje, no entanto, não houve nenhuma garantia formal de manutenção dos postos de trabalho.

Em agosto desse ano, a Fetec Paraná e o Sindicato dos Bancários de Curitiba participaram de negociação com o Bradesco com mediação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Paraná, buscando acordo para manutenção dos direitos dos empregados oriundos do HSBC, como por exemplo, a manutenção da bolsa-educação, dos ambulatórios nos locais de trabalho e demais normativos de benefícios tanto do Bradesco quanto do HSBC. A negociação partiu de lá uma vez que a cidade era sede do extinto Bamerindus, comprado pelo HSBC, onde está o maior contingente de funcionários do banco no Brasil.

A luta nacional da COE Bradesco é também pela extensão de todos os direitos dos bancários do HSBC aos empregados do Bradesco, garantindo assim a permanência das cláusulas mais benéficas aos trabalhadores de ambos os bancos.

Com informações da Contraf-CUT e Seeb Curitiba

 

Imprima
Imprimir

Comentários