Caixa assume a segunda colocação no ranking de maiores bancos brasileiros

Resultado expõe intensificação da exploração dos bancários e reafirma a importância da luta por uma Caixa 100% Pública.

A Caixa ultrapassou o Itaú Unibanco e assumiu a segunda colocação no ranking de maiores bancos brasileiros no primeiro trimestre deste ano, de acordo com o critério do Banco Central. O banco público encerrou março com R$ 1,242 trilhão em ativos totais, um aumento de 3% em relação a dezembro. Já o Itaú registrou queda de 6% nos ativos nos três primeiros meses do ano, para R$ 1,205 trilhão.

Com o avanço da Caixa, as duas primeiras do ranking são instituições controladas pelo governo. O Banco do Brasil manteve a liderança, com R$ 1,443 trilhão em ativos. Com base nos balanços do primeiro trimestre publicados pelos bancos, o Itaú permanece à frente da Caixa em ativos, com vantagem de R$ 42 bilhões. Essa diferença era de R$ 216 bilhões em março do ano passado. Os dados do BC não consolidam todas as atividades, como seguros, já que ele é responsável por fiscalizar apenas a atividade bancária.

O Sindibancários/ES entende que a mudança de perfil Caixa, ao assumir a postura de banco de mercado em detrimento de banco social na gestão do ex-presidente Jorge Hereda, e as políticas de concessão de crédito via bancos públicos dos governos petistas são os responsáveis pelo resultado do banco, entretanto, a intensificação da exploração do trabalho dos bancários  precisa ser colocada na conta.

Fabiana Matheus, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), reafirma a importância dos bancários para esta conquista. “A reunião da mesa permanente, nesta quinta-feira, mostrou que há risco de abertura de capital e de outros retrocessos no banco e no Brasil. Os trabalhadores são os grandes responsáveis pelos resultados da Caixa. E como a diretoria retribui? Com medidas que vão agravar ainda mais as condições de trabalho, como falta de contratações e de substituição de caixas, e um plano para o fechamento de agências”, diz.

“O dado deixa claro o que nossa luta vem tentando expressar há anos. A Caixa é um banco que tem margem de lucro para contratar mais funcionários, humanizar seu atendimento e expandir os serviços prestados ao povo brasileiro. Não podemos permitir que tal potencialidade seja jogada no lixo com um processo de privatização que só beneficia os interesses do sistema financeiro. Nossa defesa da Caixa 100% pública passa pelo seu resgate como banco a serviço dos brasileiros e não dos interesses capitalistas, afirma Vinícius Moreira, diretor do Sindicato.

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