Caixa aumenta lucro com opressão a bancários

No primeiro trimestre deste ano, o lucro líquido da Caixa teve crescimento de 31,7% em relação ao mesmo período em 2015. O banco lucrou R$ 838,7 milhões com corte nas despesas pessoal e administrativa.

Nesta segunda-feira, 09, a Caixa divulgou o balanço de março a janeiro deste ano, que aponta o crescimento de 31,7% do lucro líquido em relação ao último trimestre de 2015. Com corte nas despesas pessoal e administrativa, o banco obteve lucro líquido de R$ 838,7 milhões e resultado operacional de R$ 385,3 milhões no período, o que significou elevação na comparação com os dois últimos trimestres.

Por trás desse resultado positivo e aparente crescimento do banco estão os empregados sobrecarregados, imposição de metas, assédio moral contra os trabalhadores e clientes submetidos a longa espera de atendimento. De acordo com o balanço, a redução foi de 8,1% nas despesas com pessoal e de 2,9% nas administrativas.

“Sem sequer dialogar com os bancários, a Caixa realizou uma reestruturação da matriz e em outros filiais do país, fechando importantes setores do banco. Esse lucro é resultado da opressão aos trabalhadores, dessa política de gestão adotada pela Caixa que precariza ainda mais o atendimento aos clientes e que está desconstruindo a Caixa como uma instituição pública forte e comprometida com seu papel social”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES, Lizandre Borges.

No final de 2014, a Caixa alcançou a marca de 101 mil empregados. Hoje, são menos de 97 mil. No PAA realizado em 2015, cerca de 3.200 empregados deixaram a empresa. Já no Plano deste ano, a expectativa do banco é desligar mais 1.500. Enquanto a direção do banco se recusa a retomar as contratações, há 30 mil aprovados no concurso e 2014 aguardando convocação. A política de enxugamento do quadro de empregados continua e nessa segunda-feira, 09, a Caixa reabriu o prazo para adesão ao Plano de Apoio à Aposentadoria.

Banco público e social

O balanço do primeiro trimestre de 2016 reforça a importância da Caixa continuar 100% pública e com forte atuação social, em prol dos brasileiros. As contratações da carteira de crédito habitacional somaram R$ 15,5 bilhões. As operações de saneamento e infraestrutura tiveram saldo de R$ 73,1 bilhões, avanço de 21,5% em 12 meses. De janeiro a março, o banco injetou R$ 170,3 bilhões na economia brasileira.

Destaque ainda maior para a operação dos programas sociais do governo federal. No primeiro trimestre, foram pagos cerca de 42 milhões de benefícios sociais (R$ 6,9 bilhões), dos quais 39,5 bilhões do Bolsa Família (R$ 6,4 bilhões). O banco também foi responsável por realizar 47 milhões de pagamentos de benefícios voltados ao trabalhador, que totalizaram R$ 61,3 bilhões. Já as aposentadorias e pensões do INSS somaram R$ 18 bilhões.
Com informações da Fenae.

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