CEF: bancários se mobilizam em defesa do Saúde Caixa

Dia de Luta marcou lançamento de campanha que defende manutenção da assistência à saúde como direito dos empregados da CEF

Em todo o Brasil, sindicatos e entidades representativas realizam nesta quinta-feira, 24, um Dia de Luta em Defesa do Saúde Caixa. A iniciativa faz parte da campanha em defesa da política de assistência à saúde dos ativos e aposentados, que corre o risco de acabar em função das novas determinações do governo.

Com o nome “Saúde Caixa: eu defendo”, a campanha tem o objetivo de mobilizar toda a categoria em torno do direito à assistência à saúde e contra os ataques que os planos de autogestão vêm sofrendo, principalmente após aprovação das resoluções 22 e 23 da CGPAR.

No Espírito Santo, diretores do Sindicato rodaram as agências da Caixa para dialogar com bancários, chamando a atenção para a importância do tema na mesa de negociação específica da Campanha Nacional 2018.

“Até o dia 31 de agosto temos garantido o funcionamento do plano nas regras atuais porque elas constam no nosso Acordo Coletivo. Com a reforma trabalhista, nenhum ponto do acordo está assegurado. Temos que conseguir renovar todas as cláusulas antes da data-base da categoria, em 1º de setembro. Isso significa que teremos que fazer uma greve histórica para manter o Saúde caixa e outras conquistas”, diz Giovanni Riccio, diretor do Sindicato e empregado da Caixa.

O atual modelo de custeio do Saúde Caixa foi implementado em 2004, após intenso debate com as entidades representativas dos trabalhadores. Desde então, a Caixa paga 70% das despesas assistenciais e aos usuários cabem os outros 30%, garantindo a sustentabilidade do plano.

As resoluções do governo e a recente alteração no estatuto da Caixa propõem um limite correspondente a 6,5% da Folha de Pagamento para a participação da Caixa nessas despesas, à revelia do que prevê o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Isso significa que, uma vez implementadas essas alterações, o Saúde Caixa ficará mais caro e inacessível aos empregados e, em especial, aos aposentados.

As mudanças também determinam a substituição da mensalidade única por família por mensalidades individuais e por faixa-etária, além de criar período de carência para procedimentos e franquia, hoje não cobrados.

“Na prática, o que a direção do banco e o governo pretendem é inviabilizar o funcionamento do plano. Só barrando a aplicação das resoluções da CGPAR via Acordo Coletivo vamos garantir o modelo atual”, salienta Riccio.

Acesse a cartilha da campanha e veja as mudanças que podem atingir o Saúde Caixa.

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