Caixa começa a implementar “tesoureiro minuto”

Os tesoureiros passarão a exercer as funções de Caixa e as da tesouraria, e receberão a gratificação de função de acordo com o tempo em que estiverem desempenhando suas tarefas, por isso o nome “tesoureiro minuto”. A medida faz parte do projeto de reestruturação que vem sendo implementado pelo banco desde 2015, e é mais um passo para a extinção de todas as funções especializadas.

Dando sequência à reestruturação do banco, a direção da Caixa informou na última semana que não fará designações de novos tesoureiros e que estes terão que cumprir, além das atribuições já previstas ao cargo, às de responsabilidade do técnico bancário. Na prática, a caixa prepara a extinção da função de tesoureiro, implementando o “tesoureiro minuto” – assim como fez com os caixas.

O modelo segue a lógica de bancos privados, com gratificação paga por produtividade, e é mais um passo no sentido de adequar a política da Caixa ao mercado, preparando-a para a privatização.

Na prática, os tesoureiros passarão a exercer as funções de Caixa e as da tesouraria, e receberão a gratificação de função de acordo com o tempo em que estiverem desempenhando suas tarefas, por isso o nome “tesoureiro minuto”.  Como não serão nomeados novos empregados para a função, à medida que os atuais tesoureiros forem se desligando do banco, o cargo será definitivamente extinto.

Além disso, com a mudança na instrução normativa, os tesoureiros não serão mais vinculados às Gerências de Retaguarda (Giret’s), mas às agências. A tendência é que, com o avançar da reestruturação, o número de Giret´s seja reduzido ao mínimo possível. Em São Paulo, das sete Giret´s existentes restarão apenas duas. No Espírito Santo, é possível que Giret´s Norte e Sul sejam reduzidas a uma única unidade.

Com a nova regra, os tesoureiros passarão a ser subordinados aos gestores da rede, e terão de passar por um período de “experiência” de 60 dias, podendo ser descomissionados. Se isso acontecer, a unidade não poderá designar outro empregado em caráter efetivo para a função gratificada, e terá que adotar o tesoureiro minuto.

Na avaliação de Lizandre Borges, diretora do Sindibancários e empregada da Caixa, o banco aponta para a extinção de todas as funções especializadas. “É uma política que está sendo direcionada aos caixas, aos tesoureiros, aos avaliadores de penhor. Um modelo de trabalho por produtividade que vai colocar todos os empregados em uma rotina de multitarefas, sobrecarregando ainda mais os funcionários e precarizando o trabalho”, explica Lizandre.

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