Caixa comete discriminação de gênero em alteração normativa

A Caixa acrescentou o descomissionamento das mulheres que estão em licença maternidade na nova versão do RH 184, implementada no dia 09 de maio.

A nova versão do Rh 184, implementada no dia 9 de maio, traz alterações não negociadas no GT fim do descomissionamento arbitrário. Além de não retirar o descomissionamento de empregados em férias e em licença saúde, reivindicada pelos bancários e bancárias, a Caixa acrescentou o descomissionamento das mulheres que estão em licença maternidade. Em reunião entre a Contraf, a Comissão de Empregados da Caixa e representantes da instituição financeira, a ser realizada no dia 25, os trabalhadores e trabalhadoras irão cobrar reparação.

“O grupo de trabalho sobre descomissionamento, que resultou na RH 184, foi uma conquista da ultima da última Campanha Salarial. Porém, a Caixa quer usar isso para retirar mais direitos dos bancários e bancárias, principalmente das mulheres, negando às gestantes o direito de crescer profissionalmente. Isso mostra a discriminação de gênero por parte da caixa”, diz a diretora do Sindicato dos Bancários/ES, Lizandre Borges.

O coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), Dionísio Reis, lembrou que denúncias de descomissionamento de gestantes já foram repassadas à presidência do banco e à direção, que fez a absurda alegação que “o normativo permite”.

“Há tempos nós denunciamos o descomissionamento de colegas grávidas e a Caixa reitera essa discriminação de gênero ao não dar um tratamento diferenciado as gestantes”, criticou.

As reinvindicações serão apresentadas na reunião marcada para o dia 25. Além disso, os representantes dos trabalhadores vão cobrar para que os bancários e bancárias não tenham retaliação por participaram da Greve Geral contra as reformas defendidas pelo governo golpista de Temer (PMDB), o reconhecimento dos empregados e mais contratações.

Com informações da Contraf

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