Caixa desrespeita empregados e adota modelo de avaliação subjetivo

Revalida é o novo instrumento de avaliação dos empregados adotado pelo banco e se resume em apenas uma etapa, a entrevista

A direção da Caixa lançou mais uma medida de enfraquecimento do banco e de perseguição aos seus empregados: o Revalida. O novo processo de avaliação da Caixa rompe com o modelo histórico, que era fruto do diálogo e negociação do banco com os representantes dos empregados. Resultado de uma gestão antidemocrática, liderada pelo presidente Pedro Guimarães, o Revalida se resume em apenas uma entrevista, sem nenhum critério objetivo claro de avaliação do empregado. 

“O Revalida foi adotado sem nenhum diálogo com os trabalhadores ou suas entidades representativas e é exatamente tudo o que o movimento sindical sempre foi contra, pois baseia-se em critérios unicamente subjetivos e abstratos. Essa é mais uma medida de desmonte da Caixa e de instauração de um clima de terror e medo entre os bancários. Mais uma evidência de que Pedro Guimarães segue à risca o modelo de governo de Bolsonaro”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES, Lizandre Borges.

Com o Revalida, a avaliação dos empregados se torna completamente subjetiva e os empregados ficam vulneráveis a retaliações por questões pessoais ou ideológicas. “Quais são os argumentos para alterar a avaliação? Se os gestores e empregados alcançam as metas e têm sido bem avaliados, não há outra justificativa senão a tentativa clara desta gestão em ter um sistema de avaliação que atenda aos interesses de desmonte da Caixa, retirando funções dos empregados e sucateando o atendimento do maior banco público do país”, completa Lizandre.

 

 

 

 

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