Caixa Econômica transfere responsabilidade de venda casada para funcionário

No dia 22 de janeiro, a Caixa Econômica Federal divulgou comunicado interno informando que todos os empregados devem assinar o termo em que se comprometem a não efetuar a tradicional venda casada. A adesão ao documento deve ser feita até esta sexta-feira (31) e, segundo a Caixa Econômica, a medida visa reafirmar o compromisso do […]

No dia 22 de janeiro, a Caixa Econômica Federal divulgou comunicado interno informando que todos os empregados devem assinar o termo em que se comprometem a não efetuar a tradicional venda casada. A adesão ao documento deve ser feita até esta sexta-feira (31) e, segundo a Caixa Econômica, a medida visa reafirmar o compromisso do empregado com a prática de venda qualificada, conforme rege a norma interna da empresa e a legislação vigente.

No entanto, a luta pelo fim da cobrança de venda de produtos e de metas inatingíveis fez parte da campanha salarial de 2013 e ainda é uma bandeira do Sindibancários/ES. A obrigatoriedade do funcionário em assinar esse termo deixa explícito que a Caixa Econômica está transferindo a responsabilidade pelas vendas condicionadas, uma vez que a cobrança por vendas de produtos e o estabelecimento de metas ainda faz parte da forma de gestão do banco.

“A Caixa Econômica estabelece metas inatingíveis para o funcionário e pressionam para que sejam cumpridas. Esse termo é apenas uma forma do banco responsabilizar o funcionário, principalmente em caso de processo judicial. O fim da cobrança de metas seria a medida correta para acabar com a venda casada”, destaca a diretora do Sindibancários/ES, Lizandre Borges.

Elemento propiciador do assédio moral e outros tipos de violência, a cobrança de metas e de vendas de produtos continua sendo praticada impunemente. Essa situação causa reflexos danosos para a saúde mental e física dos empregados e a obrigatoriedade em assinar esse Termo de Ciência torna essa questão ainda mais grave. “Esse termo é mais um item excludente da Caixa Econômica. Caso o funcionário não assine o documento, ele fica estigmatizado e pode sofrer retaliações por parte da empresa”, frisa a diretora. 

Segundo o comunicado interno, funcionários que estejam afastados devem assinar o termo até o dia 20 de fevereiro. Os casos de afastamento que extrapolam essa data devem ser acompanhados pelos gestores da unidade, que devem garantir 100% de adesão dos empregados, conforme estabelecido pela Caixa Econômica.

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