Caixa: estudo confirma insalubridade em atividade de avaliadores de penhor

Um estudo da CEE/Caixa confirma que atividade de avaliador de penhor é insalubre. Pesquisa contribui para sustentar a luta pela proteção da saúde dos trabalhadores da caixa que atuam na função. O Sindibancários/ES já entrou com ação judicial que defende a manutenção do pagamento da insalubridade.

Os avaliadores de penhor atuam em um ambiente insalubre, conforme aponta um estudo coordenado pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), com assessoramento técnico da Associação Nacional dos Avaliadores de Penhor (Anacef). A pesquisa confirma o que já vinha sendo denunciado por entidades sindicais de todo o país. O Sindibancários/ES, inclusive, já entrou com uma ação judicial cujo objetivo é garantir a manutenção do adicional de insalubridade para os trabalhadores da Caixa.

“Mesmo se não houver um acordo entre a Caixa e a CEE, nós do Sindicato dos Bancários do ES estamos buscando garantir a manutenção do adicional para os trabalhadores da nossa base, com uma ação que neste momento está na fase de realização da perícia nos bancos para comprovar que a persistência de ambientes nocivos e insalubres podem causar sérios riscos à saúde. Não vamos aceitar a retirada de direitos e nossa luta por melhores condições de trabalho continua”, sinaliza a diretora do Sindibancários Lizandre Borges.

A pesquisa realizada entre trabalhadores de todo o país revela os transtornos por exposição aos produtos químicos, como o manuseio dos ácidos nítrico e o clorídrico, que exigem a existência de exaustores nos locais de trabalho e uso de Equipamento de Proteção Individual (EPIs), além do tempo de trabalho dos avaliadores. O estudo alerta também que a prática do dia a dia operando caixa, atendendo clientes e realizando outras tarefas, limitam ou impedem o uso de EPI’s, sendo este instrumento ineficaz para proteger contra as substâncias ácidas utilizadas pelos avaliadores de penhor.

De acordo com a Fenae, a partir dessa investigação, a CEE/Caixa concluiu que as condições de trabalho dos avaliadores de penhor justificam a necessidade de classificação desses agravos e o pagamento do adicional de insalubridade.

Histórico

A Caixa decidiu suspender em julho do ano passado em definitivo o pagamento do adicional, alegando que laudos técnicos feitos por empresas contratadas pelo banco atestam que os locais de trabalho dos avaliadores não são mais insalubres. Contudo, após pressão da categoria, a Caixa prorrogou o pagamento do adicional de insalubridade dos avaliadores de penhor até o dia 31 de dezembro de 2016.

Posteriormente, o banco manteve o pagamento do adicional, mas seu posicionamento continua sendo pela retirada de mais esse direito dos bancários. A CEE/Caixa vem reivindicando ao banco que o adicional continue sendo pago, uma vez que não foi identificado que foram resolvidos os problemas de salubridade no ambiente de trabalho dos avaliadores.

Com informações da Fenae.

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