Caixa destina milhões para times de futebol

A instituição financeira, que já patrocina 12 times de futebol, fechou contratos milionários com o Esporte Clube Bahia e o Goiás Esporte Clube. Porém, se recusa a atender as reivindicações dos trabalhadores na rodada de negociação específica.

A Caixa firmou mais dois contratos milionários com times de futebol. Para o Esporte Clube Bahia, ela vai destinar um patrocínio de R$ 2 milhões. Para o Goiás Esporte Clube, o valor destinado será de R$ 1,5 milhão. Enquanto a instituição financeira gasta milhões patrocinando times de futebol, aos trabalhadores e trabalhadoras, que são os responsáveis por gerar os altos lucros da empresa, o banco se nega a atender as reivindicações da Campanha Salarial, conforme ficou claro na primeira rodada específica de negociação ocorrida no dia 17 de agosto.

A Caixa já patrocina outros times de futebol, entre eles, Atlético Mineiro, Atlético Paranaense, Chapecoense, Corinthians, Coritiba, Clube de Regatas Brasil, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Sport, Vasco e Vitória.

Segundo o superintendente nacional de Promoções e Eventos da Caixa, Gerson Bordignon, o apoio ao futebol e outras modalidades esportivas aumenta a visibilidade da marca do banco.

“Ao associar sua marca às práticas esportivas, a Caixa quer também ser associada a questões como saúde, vigor, entre outras relacionadas ao esporte. Isso serve para mascarar sua política institucional na gestão de recursos humanos, que é de deterioração das condições de trabalho, fazendo com que os trabalhadores e trabalhadoras adoeçam cada vez mais. O patrocínio a times de futebol também se contrapõe ao papel social da Caixa. Esses times são empresas privadas. Não cabe ao banco fechar contratos de patrocínio com eles, e sim, incentivar, por exemplo, o esporte amador”, diz a diretora do Sindicato dos Bancários/ES, Lizandre Borges.

A precarização das condições de trabalho, apontada por Lizandre, está presente, entre outros fatores, na falta de contratação de mais empregados, uma vez que a demanda nas agências é muito grande, mas a quantidade de bancários e bancárias para suprir é pequena. Esse, inclusive, foi um dos assuntos discutidos na primeira rodada de negociação específica. Nela, a Caixa deixou claro que não haverá novas contratações, a não ser as determinadas pela Justiça.

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