Novo programa de bonificação é mais um ataque aos bancários da Caixa

A Caixa criou um novo programa que integra o plano de cargos e salários do banco: o Bônus Caixa. O programa é considerado um tipo de “remuneração variável” que desvaloriza o salário dos bancários e bancárias, aumentando a cobrança por produtividade e gerando competição entre os empregados do banco.

Os trabalhadores da Caixa estão sofrendo mais um duro ataque em seus direitos trabalhistas. Desta vez a flecha vem de um novo programa que integra o plano de cargos e salários do banco: o Bônus Caixa. O programa é considerado um tipo de “remuneração variável” que desvaloriza o salário dos bancários e bancárias. A diretora do Sindibancários/ES, Lizandre Borges, criticou duramente o programa que estabelece uma política salarial comumente aplicada nas instituições privadas.

“Não podemos aceitar mais essa prática que acena para a privatização da Caixa, sobretudo quando se desvaloriza o salário dos bancários e bancárias, aqueles que atuam em funções técnicas e os empregados que não detêm função específica. Esses trabalhadores não são contemplados por essa política salarial, destinada apenas aos gestores”, critica a diretora do sindicato.

De acordo com o regulamento do Bônus Caixa, estão habilitados no programa somente os empregados que ocupam funções gratificadas e estabelecidas como público-alvo, tais como gerentes, consultores, coordenadores e supervisores. Pouco tempo depois da divulgação do Bônus pela Caixa, sem qualquer negociação com os representantes dos empregados, a Contraf rechaçou essa política de remuneração por meio de um documento enviado à Caixa – ainda não divulgado oficialmente.

Para Lizandre, esse é um programa que promove a desvalorização dos salários dos bancários e também uma forma de a Caixa começar a implementar a nova lei trabalhista. “Trata-se de uma política de segregação dos trabalhadores da Caixa. Para receber a bonificação, de acordo com resultado operacional do banco, os gestores vão ‘tirar couro’ dos bancários, forçando-os a uma produtividade individual ainda maior. E, como já sabemos, isso aumenta o adoecimento nas agências e gera mais competição entre os empregados”, questiona.

Ainda segundo informações da Contraf, nesta quinta-feira, dia 07, o Conselho de Administração da Caixa deve se reunir mais uma vez e pode votar a alteração no estatuto da Caixa, para transformar o banco em uma sociedade anônima. “As mobilizações vão continuar firme e mais intensa”, acrescenta Lizandre.

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