Caixa promete apresentação de proposta global

Nesta terça-feira, 03, o Comando Nacional dos Bancários concluiu as discussões com a Caixa Econômica Federal acerca da pauta de reivindicações específicas da Campanha Salarial 2013. A reunião, realizada em Brasília, abordou questões relativas à Funcef, à jornada de trabalho e à terceirização. Ao final, os representantes dos empregados cobraram da empresa empenho no atendimento […]

Nesta terça-feira, 03, o Comando Nacional dos Bancários concluiu as discussões com a Caixa Econômica Federal acerca da pauta de reivindicações específicas da Campanha Salarial 2013. A reunião, realizada em Brasília, abordou questões relativas à Funcef, à jornada de trabalho e à terceirização. Ao final, os representantes dos empregados cobraram da empresa empenho no atendimento à pauta de reivindicações debatida nas quatro últimas rodadas de negociação. 

O Comando enfatizou a necessidade de respostas satisfatórias aos problemas relacionados a condições de trabalho. Eles destacaram ainda as exigências de isonomia (licença-prêmio e anuênio para todos), de garantia do Saúde Caixa para os aposentados por PADV, de critérios para a retirada de funções (descomissionamentos) e de pagamento de PLR social que corresponda aos esforços dos empregados na implementação das políticas públicas. 


Os representantes da Caixa ficaram de informar ao Comando quando irão apresentar a proposta da empresa, se já nesta semana ou no início da próxima. A proposta da Fenaban será feita nesta quinta-feira, dia 5, em São Paulo. 

Lizandre Borges, empregada da Caixa e representante do Sindicato dos Bancários/ES, acredita que “as negociações deste ano serão tão difíceis quanto nos anos anteriores e a empresa já sinaliza com as tradicionais negativas, o que nos encaminha mais uma vez para a greve como única forma de arrancar nossas reivindicações e garantir as conquistas até aqui.” 

Jornada de trabalho/Sipon 

Os empregados defenderam jornada de seis horas para todos, sem redução de salários, além do pagamento das extras com 100% do valor da hora normal, fim das horas extras sistemáticas, fim do banco de horas negativo e registro de ponto para todos os empregados, independente da função exercida. O Comando informou à empresa que quer o fim da compensação das horas extras e que, por isso, não assinará acordo coletivo com item que abra essa possibilidade. 

Terceirização 

O Comando apresentou como formas de terceirização danosas aos empregados e à empresa as parcerias que a Caixa mantém com os correspondentes bancários, especialmente com os habitacionais. Os trabalhadores defendem a universalização dos serviços bancários, com abertura de novas agências e contratação de pessoal. 

Funcef 

Os representantes dos empregados voltaram a exigir da Caixa o fim das discriminações ao pessoal do REG/Replan não-saldado, de forma a que seja garantido aos participantes deste plano de benefícios da Funcef o direito de migrarem para o PCS 2008 e para o PFG 2010. O entendimento é de que a postura da empresa se constitui em retaliação a esses empregados, pelo fato de os mesmos terem simplesmente optado por não aderir ao Novo Plano, algo que lhes foi facultado à época do saldamento. 

A Caixa voltou a dizer que não considera que tenha havido discriminação aos que permaneceram no REG/Replan não-saldado, mas sim observância às regras que foram postas. A empresa reiterou também sua posição contrária ao fim do voto de Minerva nos órgãos de gestão da Funcef, assim como à composição desses órgãos apenas por empregados da Caixa. A alegação é de se tratam de prerrogativas conferidas pela Legislação às patrocinadoras dos fundos de pensão. 

Com informações da Fenae e Contraf. 

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