Caixa suspende linha de crédito e inviabiliza aquisição da casa própria

O Programa Especial de Crédito Habitacional ao Cotista (Pró-Cotista) oferece linha de crédito com juros mais baixos para trabalhadores com contas no FGTS e está suspenso sob a alegação de falta de recursos

Seguindo a política econômica do governo Temer, voltada para beneficiar o mercado, a Caixa anunciou na última semana a suspensão do Programa Especial de Crédito Habitacional ao Cotista (Pró-Cotista). Essa linha de crédito é uma das mais importantes políticas habitacionais da Caixa, que beneficia milhares de trabalhadores com contas vinculadas ao FGTS oferecendo juros mais baixos para aquisição da casa própria.

De acordo com o site Valor Econômico, que divulgou as informações, a Caixa não teria saldo disponível para o Programa e será necessário fazer um remanejamento de recursos. No entanto, o que está sendo planejado pelo Ministério das Cidades como solução afetará outro importante programa que possibilita a compra da casa própria pelas famílias de baixa renda: o Programa Minha Casa Minha Vida. De acordo com um técnico do Ministério das Cidades a ideia é retirar R$ 2 bilhões do Minha Casa Minha Vida e remanejar para a linha Pró-Cotista.

“A suspensão da linha de crédito e a retirada de recursos do Minha Casa Minha Vida é mais uma medida que alinha a Caixa aos interesses do mercado, deixando de lado o principal papel do banco que é o de financiar políticas públicas de inclusão social. Esse é mais um ataque da gestão de Occhi e do governo Temer aos trabalhadores e à Caixa, como banco público”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES, Lizandre Borges.

Os recursos do FGTS sempre foram alvos da cobiça de setores privados do mercado financeiro, que no governo Temer encontram ainda mais espaço para abocanharem o patrimônio público. Recentemente, o governo Temer retirou R$ 7 bilhões do orçamento do FGTS que seriam destinados para políticas públicas de saneamento básico e infraestrutura urbana para financiar grandes empresas da construção civil.

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