Caixa tem alta no lucro, mas mantém precarização das condições de trabalho

Com crescimento de 7,9%, comparado ao mesmo período no ano passado, a Caixa Econômica obteve lucro líquido de 3,4 bilhões no primeiro semestre deste ano. O balanço foi divulgado na última quinta-feira, 14, e indica também que, neste segundo trimestre, o lucro aumentou 2,7% em relação a 2013, o que equivale a R$ 1,87 bilhão. Apesar […]

Com crescimento de 7,9%, comparado ao mesmo período no ano passado, a Caixa Econômica obteve lucro líquido de 3,4 bilhões no primeiro semestre deste ano. O balanço foi divulgado na última quinta-feira, 14, e indica também que, neste segundo trimestre, o lucro aumentou 2,7% em relação a 2013, o que equivale a R$ 1,87 bilhão.

Apesar do lucro elevado, a Caixa mantém uma política de redução de gastos com corte de empregados, de benefícios dos bancários e de desrespeito aos direitos conquistados pela categoria. O número de empregados da Caixa chegou a 99.775, o que corresponde a uma alta de 4,3% em relação ao primeiro semestre de 2013. Entretanto, no mesmo período, o número de agências cresceu 8,4%, segundo análise do balanço feita pela Subseção do Dieese na Contraf. 

“Esse lucro foi construído a custo da saúde dos empregados da Caixa, que sofrem diariamente com a pressão para bater metas, com assédio moral e péssimas condições de trabalho. Nesta Campanha Salarial vamos lutar para que os bancários também sejam beneficiados com esse lucro, pois são eles, de fato, os responsáveis por essa conquista e pelo crescimento do banco”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES, Rita Lima.

Foi por meio de torpedo que a Caixa informou e agradeceu seus empregados pelo lucro conquistado. “O banco lucra bilhões e o que os bancários recebem é apenas um torpedo como agradecimento. O que queremos é a valorização do trabalho de todos os empregados, começando pelo repasse do lucro. Além disso, com esse crescimento, a Caixa não tem motivos para não atender a pauta de reivindicações da categoria nesta Campanha Salarial”, destaca a diretora do Sindibancários/ES e bancária da Caixa, Lizandre Borges. 

Crescimento do banco

A carteira de crédito ampliada do banco cresceu 28% nos 12 meses encerrados em junho, para R$ 552,1 bilhões. Houve desaceleração do crescimento, que havia sido de 33% em 12 meses encerrados em março.
A carteira de crédito comercial a pessoas jurídicas teve avanço de 17% nos 12 meses encerrados em junho e o de pessoas físicas, de 31,3%. Em março, o crédito a pessoas jurídicas havia crescido 32,5%, e a pessoas físicas, 38,5%.

O crédito imobiliário aumentou 27,3% nos 12 meses encerrados em junho e os financiamentos para saneamento e infraestrutura, 52%. O índice de inadimplência da Caixa subiu para 2,77% em junho, ante 2,64% observados no fim de março.

Com informações da Contraf e Valor Econômico.

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